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Avaliação ultrassonográfica de mãos em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico

Resumo

O uso do ultrassom na reumatologia é cada vez mais frequente, seja para detecção precoce de atividade de doença ou dano articular, para guiar procedimentos, ou monitorização terapêutica. Muitos são os estudos comprovando o seu benefício no manejo da artrite reumatóide. No entanto, são poucos os trabalhos que avaliam o seu emprego em outras doenças reumáticas. O lúpus eritematoso sistêmico (LES) é uma enfermidade que tem o comprometimento articular como uma das mais frequentes manifestações. Aproximadamente 1 a 2% dos pacientes com LES apresentam quadro articular semelhante ao quadro reumatóide. No entanto, pouco se conhece sobre a evolução articular deste subgrupo de pacientes. A deformidade de Jaccoud ocorre em aproximadamente 5% dos pacientes com LES e é atribuída a lesões ligamentares. Em 2005, Ostendorf avaliou pacientes com artrite reumatóide precoce, LES e síndrome de Sjogren primária e encontrou dificuldades em diferenciá-los. Alguns trabalhos utilizando US também sugerem que a artrite lúpica é mais agressiva do que o até então estabelecido. Wright e colaboradores avaliaram 17 pacientes lúpicos com envolvimento articular de mãos, podendo ser artralgia, artropatia de Jaccoud ou pequenas deformidades, e encontrou hipertrofia sinovial em 94% dos punhos e em 71% das articulações metacarpofalângicas. Observou sinal de PD em 87,5% dos punhos e erosões em 47% da segundas e terceiras articulações metacarpofalângicas, mostrando um subtipo de pacientes com artrite que se comportam como AR (Wright et al, 2006). Não existem estudos bem desenhados caracterizando a artropatia do lúpus através da avaliação ultrassonográfica. Por isso, este estudo visa avaliar o exame ultrassonográfico de mãos de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico, observando sinovite, erosões e power doppler; e fazer sua correlação com o exame de pacientes com artrite reumatóide estabelecida; além de avaliar a correlação do ultrassom dos pacientes portadores de LES com variáveis clínicas, sorológicas (anticardiolipina, fator reumatoide e anticorpo anticitrulina), radioqráficas e funcionais. (AU)