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Uso de N-acetilcisteína em pacientes com cistinose nefropática

Processo: 10/10622-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de janeiro de 2011 - 31 de dezembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Maria Helena Vaisbich
Beneficiário:Maria Helena Vaisbich
Instituição-sede: Instituto da Criança Professor Doutor Pedro de Alcantara (ICR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Antonio Carlos Seguro ; Maria Heloisa Massola Shimizu
Assunto(s):Sistema urinário  Rim  Cistinose  Cistina  Acetilcisteína  Antioxidantes 

Resumo

Cistinose Nefropática é uma doença sistêmica progressiva com herança autossômica recessiva, pelo acúmulo intralisossomal de cistina. O gene CTNS foi identificado, e mutações neste gene determinam alteração na cistinosina, proteína de transporte de membrana lisossomal da cistina. O rim é o órgão mais precocemente acometido, onde o acúmulo de cistina nas células epiteliais proximais determina síndrome de Fanconi. Na 1ª década da vida ocorre o comprometimento da tireóide e ocular (depósito de cristais de cistina na córnea). O comprometimento glomerular é progressivo e no final da primeira década de vida os pacientes evoluem com necessidade de terapêutica renal substitutiva. Após o advento da diálise e do transplante renal houve aumento da sobrevida e alterações em outros órgãos foram detectadas, como insuficiência pancreática e hepática, acometimento muscular e do sistema nervoso central. O tratamento da doença engloba o tratamento das várias disfunções e o uso de cisteamine. Esta droga reduz os estoques intralisossomais de cistina evitando ou minimizando o acometimento dos diferentes órgãos. Entretanto, apesar deste tratamento, os pacientes evoluem com necessidade de terapêutica de substituição renal mesmo em centros de primeiro mundo. O uso de inibidores da enzima de conversão da angiotensina (iECA) preconizado como medida de preservação de função renal em diversas doenças, neste caso é inadequado, pois sendo os pacientes poliúricos, determina elevação da creatinina no soro. Podemos interferir nas alterações lipídicas, intervir na dieta, tratar disfunções de outros órgãos e a síndrome de Fanconi, mas não evitamos a progressão da doença renal. Estudos recentes mostraram que as células cistinóticas são mais susceptíveis a apoptose e maior taxa de stress oxidativo, traduzido por alteração na resposta ao peróxido de hidrogênio, elevação da relação glutatione dissulfeto/glutatione total e uma correlação inversa entre concentração de cistina e glutatione intracelular. A depleção de glutatione total nas células cistinóticas pode relacionar-se a um aumento no ritmo de apoptose. Se o stress oxidativo ocorre em células cistinóticas, o uso de agentes antioxidantes poderia prevenir o dano tecidual. Assim, este estudo pretende avaliar os efeitos da N acetilcisteína, droga antioxidante, sobre a função renal de pacientes com Cistinose em uso de cisteamine. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
DE FARIA GUIMARAES, LUCIANA PACHE; SEGURO, ANTONIO CARLOS; MAZZOLA SHIMIZU, MARIA HELOISA; LOPES NERI, LETICIA APARECIDA; SUMITA, NAIRO MASSAKASU; DE BRAGANCA, ANA CAROLINA; VOLPINI, RILDO APARECIDO; CUNHA SANCHES, TALITA ROJAS; MACAFERRI DA FONSECA, FERNANDA ANDRADE; MOREIRA FILHO, CARLOS ALBERTO; VAISBICH, MARIA HELENA. N-acetyl-cysteine is associated to renal function improvement in patients with nephropathic cystinosis. Pediatric Nephrology, v. 29, n. 6, p. 1097-1102, JUN 2014. Citações Web of Science: 6.
LUCIANA PACHE DE FARIA GUIMARAES; LETÍCIA APARECIDA LOPES NERI; NAIRO MASSAKASU SUMITA; MARIA HELENA VAISBICH. Marcadores práticos de função renal em pacientes com cistinose. J. Bras. Nefrol., v. 34, n. 3, p. 309-312, Set. 2012.

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