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Rappers, os novos mensageiros urbanos na periferia de São Paulo: a contestação estético-musical que emancipa e educa

Processo: 10/52002-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Pesquisa em Políticas Públicas
Vigência: 01 de fevereiro de 2011 - 31 de janeiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Fundamentos da Educação
Pesquisador responsável:Monica Guimaraes Teixeira Do Amaral
Beneficiário:Monica Guimaraes Teixeira Do Amaral
Instituição-sede: Faculdade de Educação (FE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Instituição parceira: Associação Educacional e Assistencial Casa do Zezinho
Bolsa(s) vinculada(s):13/20611-4 - O teatro como elemento de descoberta das identidades e de mediação de conflitos, BP.TT
13/05153-0 - Imagem som e palavra hip-hop, BP.TT
13/05155-2 - A prosódia no RAP e no Funk, BP.TT
+ mais bolsas vinculadas 13/05215-5 - A telescopia histórica do break: no ritmo das ruas, BP.TT
13/05226-7 - A roda de capoeira e seus ecos ancestrais e contemporâneos, BP.TT
12/17593-1 - Rap, a voz de protesto dos poetas da periferia de São Paulo, BP.TT
12/14662-2 - Imagem, som e palavra - capoeira e hip-hop, BP.TT
11/20399-0 - Rappers, os novos mensageiros urbanos na periferia de São Paulo: a contestação estético-musical que emancipa e educa, BP.TT
11/01884-4 - Rappers, os novos mensageiros urbanos na periferia de São Paulo: a contestação estético-musical que emancipa e educa, BP.TT
11/08948-8 - Rappers, os novos mensageiros urbanos na periferia de São Paulo: a contestação estético-musical que emancipa e educa, BP.TT
11/02173-4 - Rappers, os novos mensageiros urbanos na periferia de São Paulo: a contestação estético-musical que emancipa e educa, BP.TT
11/02767-1 - Rappers, os novos mensageiros urbanos na periferia de São Paulo: a contestação estético-musical que emancipa e educa, BP.TT - menos bolsas vinculadas
Assunto(s):Letramento  Música popular  Cultura popular  Hip hop  Músicos  Periferia  São Paulo (SP) 

Resumo

O intuito deste trabalho é, em primeiro lugar, contribuir para a análise do aspecto inovador da estética musical do hip hop, como arte juvenil urbana, que se caracteriza por ser uma arte de rua, de natureza polifônica, cujo caráter emancipatório - de afirmação étnica e estético- social - pode ser depreendido não apenas de suas letras, dotadas de forte conteúdo contestatório, mas também de suas formas de composição musical, que aliadas ao canto falado - sendo este, muitas vezes, pautado pelo improviso - são capazes de produzir efeitos de estranhamento e de ruptura nas representações construídas socialmente, em particular sobre o jovem negro, pobre e morador da periferia das metrópoles. Em segundo lugar, impõe-se outro objetivo, não menos importante do que o primeiro, que consiste em levar esta discussão, em uma segunda etapa do trabalho, para as escolas e órgãos públicos responsáveis pela educação, de maneira a sensibilizá-los sobre o papel fundamental exercido por este tipo de movimento estético juvenil para a formação cultural das populações pobres, que não se faz apartada de um olhar crítico sobre a sociedade. Contando com o apoio e colaboração ativa da ONG Casa do Zezinho, que desenvolve trabalhos de formação nos campos artístico, filosófico e cultural há mais de 15 anos, atendendo cerca de 1700 crianças entre 6 e 21 anos dos bairros Capão Redondo (região dos Racionais Mcs), Parque Sto Antônio e Jardim Ângela, realizaremos uma pesquisa-piloto, que consistirá basicamente na realização de oficinas junto aos jovens, explorando as diversas dimensões do movimento hip hop, tomando como base, não apenas o material coletado (músicas, letras e poesias), como as entrevistas que serão realizadas por um dos bolsistas técnicos com as principais lideranças desse movimento. Este trabalho de coleta de dados será realizado no sentido de identificar junto aos próprios compositores e cantores, sua compreensão a respeito das relações, tensas e criativas, estabelecidas entre o rap, o movimento hip hop e a indústria cultural na "era digital", tomando em consideração a produção dos grupos de rappers dos anos 80, para depois compará-la com a produção dos anos 90 e a mais recente. Este trabalho trará subsídios para as 4 oficinas (descritas no item metodologia), que serão realizadas junto aos jovens entre 14 e 15 anos atendidos pela Casa Zezinho: 1ª oficina: Semelhanças e diferenças entre o dodecafonismo e o rap; 2ª oficina: O estudo do rap na perspectiva formadora do letramento; 3ª oficina: As rodas de celebração e o canto falado: a telescopia histórica do hip hop; 4ª oficina: Os hibridismos do rap, o repente e o coco da embolada. Por meio destas oficinas e estudos teóricos, pretendemos investigar em que medida o incômodo gerado na escuta do rap, vai ao encontro, simultaneamente do desejo juvenil de desconstruir uma leitura harmônica da sociedade e de estetizarem-se por si mesmos. E, assim, alcançarem uma formação (Bildung) no sentido ampliado tal como concebido por T.W. Adorno. Dado o refinamento necessário da escuta e da leitura crítica de diferentes gêneros musicais e a contribuição desta escuta para se repensar o letramento e a formação cultural de jovens das camadas populares, convidamos para compor o nosso grupo de pesquisa os seguintes segmentos: estudantes e profissionais das áreas de música, educação, linguística e letramento; ao mesmo tempo, como haverá todo um trabalho de recolhimento de depoimentos e de produções musicais de diferentes momentos históricos, também contaremos com a colaboração de um jornalista com experiência em entrevistas com rappers. Como forma de tornar esta parceria efetiva, este trabalho será realizado com a participação dos educadores da Casa do Zezinho em cada uma das oficinas, tomando-os como colaboradores do projeto, além de nos propormos a realizar relatórios mensais para serem discutidos nas reuniões com educadores e coordenação pedagógica da ONG Casa do Zezinho os rumos tomados pela pesquisa. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre o auxílio:
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