Resumo
Estudos pré-clínicos e clínicos têm demonstrado que algumas condições sistêmicas como o Diabetes mellitus, podem alterar o processo de reparo ósseo com graves conseqüências para os indivíduos portadores de diabetes. Na cavidade bucal, o diabetes pode estar associado à deficiência na osseointegração e pior prognóstico frente ao tratamento com implantes dentais. Assim, modificações na superfície dos implantes que favoreçam a reparação do tecido ósseo poderiam compensar as influências deletérias relacionadas ao diabetes. Este estudo tem por objetivo avaliar: 1) a modulação da reparação óssea pelo diabetes e 2) a influência de diferentes superfícies de titânio na osseointegração. O diabetes será induzido em coelhos por injeção de aloxana e 8 semanas após serão instalados implantes nas tíbias e criados defeitos na calvária. A amostra consistirá de 54 coelhos aleatoriamente divididos em três grupos de 18 animais: grupo controle (Grupo C), composto por coelhos saudáveis; grupo Diabetes composto por animais em que será realizada indução de Diabetes mellitus (Grupo D); e grupo Diabetes Controlado (Grupo DC) em que o diabetes induzido experimentalmente será controlado com administração de insulina. Cada animal receberá 4 implantes nas metáfises tibiais proximais, sendo 2 de cada tipo de superfície: lisa e superfície tratada com flúor. Como forma de avaliar a influência do diabetes no processo de reparo ósseo, independentemente da presença de implantes, nestes mesmos animais será criado um defeito critico de 15 mm de diâmetro na calvária. Para referência dos limites deste defeito, serão inseridos 4 mini-implantes em posições diametralmente opostas. Os animais serão sacrificados 2, 4 e 8 semanas após a instalação dos implantes e criação dos defeitos na calvária. A extensão do reparo ósseo nos defeitos críticos de calvária será avaliada por técnicas de imunoistoquímica, estereometria, histologia descritiva, RT-qPCR e ELISA, as quais serão utilizadas para avaliar processos de apoptose e proliferação celular, osteoclastogênese, diferenciação osteoblástica, produção de matriz extracelular e vascularização. A resistência biomecânica será avaliada ex-vivo por meio do torque de remoção e cortes não descalcificados serão preparados para avaliação da extensão da superfície de contato osso/implante e da área de tecido ósseo entre as roscas do implante. (AU)
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