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Detecção de Parainfluenza tipos 1-4 por RT-PCR em tempo real em amostras respiratórias de populações distintas de São Paulo

Processo: 10/11888-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2011 - 31 de janeiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Nancy Cristina Junqueira Bellei
Beneficiário:Nancy Cristina Junqueira Bellei
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Aripuanã Sakurada Aranha Watanabe ; Emerson Carraro
Assunto(s):Virologia 

Resumo

O vírus Parainfluenza humano (HPIV) atualmente é o segundo patógeno causador de infecção do trato respiratório inferior (ITRI) em crianças e lactantes, depois do RSV (Virus Sincicial Respiratório). O HPIV pertence à sub-família Paramyxovirinae e é dividido em 4 tipos, o HPIV-1 pode causar infecção do trato respiratório superior (ITRS) em lactentes, e é considerado a causa mais freqüente de crupe, acometendo crianças nos primeiros cinco anos de vida. Cerca de 60% de todas as infecções por HPIV-2 ocorrem em um número significativo de crianças menores de 1 ano que são hospitalizadas. Crianças recém-nascidas são vulneráveis à infecção com HPIV-3 e são observados surtos em unidades de terapia intensiva neonatal, em alas de doentes imunocomprometidos, transplantados de medula óssea e em crianças com cardiopatia congênita. O HPIV-4 é conhecido por causar infecções respiratórias leves, e surto em uma unidade para cuidados de crianças deficientes. Como a maioria das infecções respiratórias agudas, a etiologia é de difícil diferenciação apenas pela apresentação clínica dos pacientes e a investigação laboratorial é essencial para seu diagnóstico. O diagnóstico pode ser feito por várias metodologias, sendo a imunofluorescência e biologia molecular, os métodos mais usados. Porém com a biologia molecular é possível aumentar sensibilidade, especificidade e rapidez do diagnóstico de infecções respiratórias virais, bem como desenvolver ensaios que detectem simultaneamente, múltiplos patógenos. Ela se destaca pela redução significativa do tempo de manipulação e obtenção dos resultados, além da melhora na especificidade do ensaio. São poucos os dados epidemiológicos referentes às infecções respiratórias causadas por parainfluenza vírus humanos no Brasil e estes, se limitam à detecção das três espécies mais comuns. Sendo assim, o conhecimento da freqüência da infecção por todas as espécies de HPIVs ainda não foi investigado no contexto nacional em populações distintas. A importância desse estudo reside em, após padronizar um método diagnóstico molecular sensível para detectar todos HPIVs, investigar a ocorrência dos HPIVs em distintas populações e o seu impacto nessas populações. (AU)