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Gerenciamento de crises: o caso do terremoto no Haiti

Resumo

Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de graves proporções provocou a perda de centenas de milhares de vidas humanas e destruiu parte considerável dos projetos que estavam em andamento no Haiti. Por ocasião do terremoto, o país se encontrava sob mandato das Nações Unidas por conta da operação de paz instalada desde 2004, a MINUSTAH, sendo o comando da força militar do Brasil. Além da precária estrutura do país para lidar com uma situação de crise, o terremoto provocou a morte de funcionários do alto comando da ONU, a inoperância dos sistemas de governo, das comunicações e da logística. Junto ao caos estabelecido, a boa vontade de governos e organizações internacionais e não governamentais provocaram o afluxo de pessoas, materiais, equipamentos e ajuda humanitária em geral em quantidade acima da capacidade de gerenciamento dos que assumiram o controle das ações no país. O projeto, a ser desenvolvido no âmbito do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Conflitos Internacionais, pretende analisar como foi realizado o gerenciamento da crise que se instalou no Haiti sob o prisma das relações estabelecidas pelos diversos atores internos e externos presentes. A pesquisa será feita a partir de relatórios e documentos das Nações Unidas e da MINUSTAH, relatórios de militares brasileiros do Comando Militar da ONU, documentos dos principais governos envolvidos com a crise, e entrevistas com pessoas que estiveram envolvidas diretamente com seu gerenciamento. Entende-se que estudo do gerenciamento da crise no Haiti num ambiente extremamente complexo é de fundamental importância e com aplicações em diversos campos, especialmente nos da política internacional e das Relações Internacionais (AU)