| Processo: | 10/18750-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana |
| Pesquisador responsável: | Ricardo Mendes Antas Jr |
| Beneficiário: | Ricardo Mendes Antas Jr |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Mait Bertollo |
| Assunto(s): | Geografia urbana Reestruturação urbana Complexo industrial da saúde Circuito espacial produtivo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | circuito espacial produtivo | complexo industrial da saúde | Hospital das Clínicas | reestruturação da cidade | reestruturação urbana | Refuncionalização do espaço | Geografia Urbana |
Resumo
A investigação buscará apontar a relação entre Reestruturação Urbana e Refuncionalização do Espaço, isto é, como determinadas transformações mais pontuais das formas geográficas no espaço urbano estão ligadas, a longo prazo, às transformações sócio-espaciais mais amplas e que envolvem a sociedade de um modo geral. Assim, tomadas em conjunto, as refuncionalizações espaciais necessárias para a modernização do sistema de saúde no Brasil - somada às refuncionalizações de outros setores da vida da cidade -, temos aquilo que SPÓSITO (2004) denominou de reestruturação da cidade. Esta quando efetivada implicará numa nova relação com as outras cidades que compõem a sua rede, proporcionando, num período mais amplo, uma nova relação econômica e política entre as cidades, com novos conteúdos sociais e, atingindo assim, o patamar de reestruturação urbana.Para a operacionalização da análise, serão levantados dois circuitos espaciais produtivos e os conseqüentes círculos de cooperação no espaço CASTILLO, & FREDERICO (2010), ARROYO (2001) SANTOS e SILVEIRA (2001): o das indústrias de base química e biotecnologia, e o das indústrias de base mecânica, eletrônica e de materiais. Esses circuitos espaciais compõem parte importante daquilo que GADELHA (2002, 2006) denominou de complexo industrial da saúde e são responsáveis, em grande medida, pela adoção de um paradigma altamente tecnológico na medicina atualmente praticada no Brasil. Nossa tese é a de que para a implementação e aperfeiçoamento desses circuitos espaciais, determinadas regiões da cidade (da qual elegemos o quadrilátero da saúde onde se localiza o complexo do Hospital das Clínicas), sofreram várias refuncionalizações espaciais ao longo do século XX, assegurando a execução dessa nova lógica na saúde e, também, colaborando para um novo tipo de urbanização que se desenha no território brasileiro. (AU)
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