Busca avançada
Ano de início
Entree

A ascensão chinesa e a nova divisão internacional do trabalho: os impactos sobre a América Latina e o Brasil

Processo: 10/19777-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de março de 2011 - 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Internacional
Pesquisador responsável:Alexandre de Freitas Barbosa
Beneficiário:Alexandre de Freitas Barbosa
Instituição-sede: Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Desenvolvimento econômico  Concorrência internacional  China 

Resumo

Torna-se cada vez mais evidente que a ascensão chinesa, para além de seus impactos conjunturais, está acarretando uma mudança na prova estrutura de organização do sistema econômico e geopolítico internacional. Neste novo contexto, os países vêem suas possibilidades de expansão econômica nos mercados, interno e externo, radicalmente definidas. As opções de outrora são questionadas. Não que o passado tenha ficado para trás, já que ele serve de ponto de partida para o salto em direção aos novos desafios, a se processar no presente, num quadro de incertezas acerca da nova configuração do sistema mundial.O caso brasileiro apresenta várias particularidades - especialmente com relação aos demais países latino-americanos - no novo cenário global. Como exportador de commodities é diretamente favorecido. Entretanto, sua indústria tende a se modernizar, ainda que se "esvaziando" em alguns setores, com o avanço das importações chinesas. Este processo, entretanto, está sujeito a interferência de um conjunto de políticas econômicas - industrial, tecnológica, cambial e creditícia. E também está relacionado à capacidade de se manter como exportador de produtos dinâmicos nos mercados sul-americanos e africanos. No Brasil, apesar da estridência da mídia e de alguns segmentos do governo e do setor privado, não se está caminhando para uma desindustrialização.Ao mesmo tempo, este novo cenário global abre novas oportunidades em termos geopolíticos, já que o Brasil atua como nova potência emergente, procurando junto com a China - ou ao menos utilizando a mesma retórica - construir uma nova ordem crescentemente multipolar. Trata-se de uma situação onde novas posições políticas podem levar a ganhos de longo prazo em termos econômicos.Fugindo do discurso corriqueiro que ora encara a China como ameaça, ora a transforma na "salvação da lavoura", este projeto almeja destrinchar quais traços da China, de sua geopolítica e economia, já estão configurando uma nova divisão internacional do trabalho.Neste sentido, parte-se da premissa de Leonard (2008), segundo a qual toda questão da agenda global possui uma dimensão chinesa. Entretanto, estas questões aparecem sob diferentes roupagens nos vários pontos do planeta, já que a economia crescentemente sinocêntrica e a construção de uma nova ordem multipolar apresentam diversos significados para os diversos países. Enfim, o desafio está em pensar o mundo a partir da ascensão chinesa, mas sob o prisma das potencialidades da nação brasileira. (AU)