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Avaliação das condições físicas e psíquicas dos pacientes e familiares após a alta da UTI: análise das diferenças entre pacientes oncológicos e não oncológicos

Processo: 10/52115-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de março de 2011 - 28 de fevereiro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Renata Rego Lins Fumis
Beneficiário:Renata Rego Lins Fumis
Instituição-sede: Hospital Sírio-Libanês. Sociedade Beneficente de Senhoras (SBSHSL). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):11/05672-1 - Avaliação das condições físicas e psíquicas dos pacientes e familiares após a alta da UTI: análise das diferenças entre pacientes oncológicos e não oncológicos, BP.JP
Assunto(s):Ansiedade  Depressão  Cuidadores  Transtornos de estresse pós-traumáticos  Neoplasias  Unidades de terapia intensiva  Pacientes internados  Diagnóstico clínico  Condições de saúde  Atividades cotidianas 

Resumo

Estudos evidenciam que pacientes internados em UTI passam por uma experiência de grande potencial traumático e que uma parte importante destes desenvolve quadros emocionais graves, incluindo o transtorno de estresse pós-traumático, com incidência superior a 60% conforme a literatura. Estas experiências repercutem de forma prejudicial na reabilitação do paciente. Do mesmo modo, a literatura tem evidências do sofrimento dos familiares que acompanham seus entes queridos na UTI. Somando a isto, o diagnóstico de câncer é um evento traumático com significativo impacto para os pacientes e familiares, podendo causar respostas como choque, incertezas, perda de esperança, ansiedade e depressão. Enquanto a literatura estrangeira tem procurado avaliar a magnitude deste problema, há muito pouco conhecimento dentro da realidade brasileira. Embora fique claro a existência do estresse pós-traumático em pacientes e familiares que estiveram internados em UTI, não há trabalho referindo-se a diferenças entre pacientes oncológicos e não oncológicos após alta da UTI, salientando que a população de pacientes portadores de câncer vem aumentando nas UTIs em geral. Além disso, pouco se sabe no Brasil a respeito das reinternações hospitalares após internação na UTI, sobre as condições de capacidade funcional e autonomia dos pacientes após alta da UTI. O objetivo deste estudo é avaliar o impacto da internação na UTI na reabilitação física e mental dos pacientes e familiares em um seguimento de três meses após UTI; Avaliar a incidência do transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade e depressão em pacientes e familiares, ressaltando as diferenças entre pacientes oncológicos e não oncológicos e fatores associados; avaliar as reinternações durante três meses após alta da UTI. A população alvo deste projeto constitui de 500 pacientes e familiares consecutivos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio Libanês em São Paulo, com tempo de internação maior ou igual a 48 horas, maior de 18 anos, ambos os sexos. Os pacientes e seus respectivos familiares serão divididos em dois grupos: oncológicos e não oncológicos. Serão coletados os dados referentes aos aspectos clínicos e demográficos dos pacientes, mensurados critérios de gravidade através de questionários estabelecidos na literatura e dados de seu familiar. Os instrumentos acolhidos para avaliação são os seguintes: IES, para avaliar estresse pós-traumático; HADS, para avaliar ansiedade e depressão; AVD para avaliar a atividade de vida diária; SF-36 (parte) para avaliar a saúde do paciente; CCFNI para avaliar a satisfação dos familiares eFS34 para avaliar a satisfação com as tomadas de decisões na UTI. (AU)