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Caracterização de surtos de infecções nosocomiais por bactérias multiresistentes em unidades de terapia intensiva

Processo: 10/18594-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de maio de 2011 - 31 de dezembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Marina Baquerizo Martinez
Beneficiário:Marina Baquerizo Martinez
Instituição-sede: Hospital Universitário (HU). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados: Desiré Spada dos Santos Frangioni ; Jorge Luiz Mello Sampaio
Bolsa(s) vinculada(s):13/13968-3 - Caracterização de surtos de infecções nosocomiais por bactérias multiresistentes em unidades de terapia intensiva, BP.TT
Assunto(s):Infecção hospitalar  Biologia molecular 

Resumo

As taxas de mortalidade e morbidade das doenças infecciosas nosocomiais são tão ou mais importantes do que as de pneumonia, diarréia e meningite. O sistema de vigilância de Infecções Hospitalares (NNIS) teve seu início em 1970, tendo sido criado pelo Centro para Controle de Doenças (CDC) nos Estados Unidos, onde hospitais que tratam de doença aguda de adultos e crianças, clínico e/ou cirúrgico, usam esse sistema. Estima-se que no Brasil a incidência de infecções hospitalares atinge valor superior a 1,2 milhões por mês. Desde 1983, o Ministério da Saúde tem estabelecido um programa nacional para o controle da infecção hospitalar (CCIH). Embora, a maioria dos hospitais brasileiros tenha constituído formalmente comissões de controle de infecção hospitalar ainda são poucos os centros que desenvolvem um programa efetivo para essa finalidade. Foi consenso que um programa abrangente de controle de infecção necessita de um laboratório de microbiologia equipado com metodologias que permitam a acurada identificação de microrganismos, detecção de novos e emergentes mecanismos de resistência aos antimicrobianos e a tipagem molecular de microrganismos patogênicos. A biologia molecular tornou-se uma ferramenta importante na prevenção da infecção hospitalar, pois além de possibilitar o rastreamento de surtos, permite determinação de genes de resistência de microrganismos envolvidos em infecção hospitalar. Acredita-se que as ferramentas atuais de vigilância a partir de dados laboratoriais permitem que apenas dois terços das infecções nosocomiais sejam detectadas, contudo, há argumentos mostrando que o uso de dados laboratoriais é tão eficiente quanto o custo-benefício da vigilância. A vigilância pode ser passiva ou ativa, sendo esta última mais eficiente, pois se antecipa ao aparecimento de surtos. No período de 2005 a 2009, foram identificadas 732 infecções hospitalares na UTI de adultos do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (HU-USP). A topografia mais freqüente foi pneumonia seguida de trato urinário. Quanto à etiologia, identificou-se 2 ou mais patógenos em 56 infecções e um único patógeno em 401 infecções. Permaneceram sem etiologia identificada 38% das infecções. No total 522 patógenos foram identificados, pertencentes a 32 diferentes espécies, sendo as mais freqüentes Acinetobacter baumannii (18% dos isolados), Staphylococcus aureus (16%), Pseudomonas aeruginosa (15%) Candida albicans (9%) Candida tropicalis (5%) e Escherichia coli (5%). O presente estudo tem como objetivos identificar e caracterizar molecularmente as cepas bacterianas isoladas de infecções hospitalares de pacintes internados na UTI do HU-USP, estudar seus mecanismos de resistência e caracterizar os diferentes clones provenientes de pacientes internados em áreas hospitalares distintas. A implantação de um laboratório de biologia molecular para a vigilância epidemiológica das infecções no HU-USP será vital para que os programas da CCIH sejam plenamente implementados. Além disso, em médio prazo, o laboratório poderá ser o centro de referência para hospitais da rede SUS em estudos de vigilância epidemiológica de infecções nosocomiais. (AU)