Busca avançada
Ano de início
Entree

Leprose dos citros: expressão diferencial de genes de resistência e quantificação da carga viral em plantas resistentes, tolerantes e suscetíveis ao CiLV-C

Resumo

A reação de plantas a patógenos resulta de uma combinação de diferentes mecanismos de defesa, que envolvem complexas vias de sinalização incluindo barreiras físicas e químicas. Em muitos casos, a ativação de genes de defesa da planta, não somente no local de infecção, mas também de maneira sistêmica, conhecida como resistência sistêmica adquirida (SAR), é desencadeada, podendo impedir o estabelecimento do patógeno. O fato do vírus da leprose dos citros não ser sistêmico leva a crer que mecanismos de inibição de prelicação e/ou de movimentação célula a célula parecem estar envolvidos. A utilização adequada da indução de resistência visando ao controle de doenças em plantas depende em grande parte do conhecimento sobre os genes e os mecanismos bioquímicos desencadeados. Estudos de expressão de genes ativados em plantas resistentes em resposta a patógenos, bem como a quantificação do organismo patogênico, permitem elucidar mecanismos de defesa envolvidos em diferentes hospedeiros. As laranjas doces (Citrus sinensis Osb.), principal espécie comercial, são bastante suscetíveis ao vírus da leprose dos citros (CiLV), sendo a variedade Pêra uma das mais suscetíveis com grande expressão de sintomas e prejuízos. São conhecidas fontes de tolerância e resistência à leprose dentro do grupo citros. O tangor Murcott (C. sinesis Osb. X C. reticulata Blanco) não apresenta sintomas da doença, mesmo em alta pressão de inóculo; entretanto, parece que esse genótipo permite uma baixa multiplicação do vírus (Bastianel et al., 2004), o que pode ser de grande importância na epidemiologia da doença, uma vez que se trata de uma variedade utilizada em escala comercial na citricultura brasileira. Por outro lado, não é possível determinar a presença do vírus por RT-PCR em plantas de lima Dourada (C. aurantifolia), mesmo quando submetidas à inoculação do CiLV pelo vetor (Freitas-Astúa J., comunicação pessoal), sugerindo imunidade de plantas dessa espécie. Esse projeto objetiva detectar a expressão diferencial de alguns genes relacionados com a defesa na interação citros x CiLV-C, previamente identificados por hibridação subtrativa por supressão (HSS), e quantificar o patógeno em plantas suscetíveis, resistentes e tolerantes ao mesmo após diferentes períodos da inoculação. Os mecanismos envolvidos na resistência de citros ao vírus da leprose são ainda pouco conhecidos, sendo esse o primeiro estudo de quantificação da expressão de genes de resposta ao CiLV-C... (AU)