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Apnéia obstrutiva do sono e hemodinâmica cerebral na fase aguda do acidente vascular cerebral isquêmico

Processo: 10/20857-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de junho de 2011 - 31 de maio de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:João Pereira Leite
Beneficiário:João Pereira Leite
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Pesq. associados:Jose Eduardo Tanus dos Santos ; Luciana Correa Oliveira de Oliveira ; Regina Maria França Fernandes
Assunto(s):Neurologia 

Resumo

Distúrbios respiratórios do sono e doenças cerebrovasculares têm elevada prevalência em todo o mundo. Existem evidências clínicas e epidemiológicas crescentes de uma forte relação de causalidade entre ambos. Uma melhor compreensão dessa interação pode resultar em avanços no tratamento e prevenção das duas condições, com repercussões populacionais.Acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda causa de morte e a principal causa de invalidez nos adultos em todo o mundo. No Brasil, as doenças cerebrovasculares são as principais causas de mortalidade. O acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi) é responsável por 85% dos casos de AVC, enquanto o hemorrágico (AVCh) por aproximadamente 15%.A síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) afeta cerca de 2 a 5% da população e é freqüente em pacientes com doença cerebrovascular. Estudos recentes encontraram uma frequência de 50 a 70% de SAOS na fase aguda de AVC isquêmico, sugerindo que esta seja um fator de risco importante para esse evento vascular. Ademais, a SAOS tem sido associada a um estado pró-trombótico e pró-inflamatório. Entretanto, ainda não foram devidamente esclarecidas a repercussão clínica dos episódios de apnéia do sono em pacientes com AVCi, e os mecanismos fisiopatológicos de sua interação com a recanalização arterial cerebral. No presente estudo, objetivamos: avaliar a possível associação da apnéia do sono com deterioração neurológica precoce, evolução clínica em 3 e 6 meses de pacientes com AVCi agudo; avaliar as alterações metabólicas e marcadores de stress oxidativo relacionados aos episódios de apnéia do sono, correlacionando estas alterações com a evolução clínica dos pacientes, com a ocorrência de recanalização arterial e com transformação hemorrágica.Avaliaremos prospectivamente 60 pacientes adultos consecutivos com o primeiro e único evento cerebrovascular agudo isquêmico. Na primeira noite após o ictus vascular, todos os pacientes serão submetidos a exame de polissonografia (PSG) e monitorização do fluxo sanguíneo cerebral por Doppler transcraniano. Nestes pacientes, a gravidade da apnéia obstrutiva do sono será correlacionada com a evolução clínica, com os achados de neuroimagem e da hemodinâmica cerebral (recanalização arterial, presença de transformação hemorrágica) e com as alterações nos biomarcadores séricos: metaloproteinase-9, TIMP-1, dímero-d, trombina, fibrinogênio, proteína C reativa, Interleucina-6, S100², ±2-antiplasmina, PAI-1 e vitronectina. O trabalho será desenvolvido na Unidade de Emergência do HCFMRP-USP e os dados coletados serão avaliados de forma cega por pesquisadores dos setores de Neurofisiologia e Hematologia da mesma instituição. Pacientes serão reavaliados com aplicação de escalas padronizadas no Ambulatório de Neurologia do HCFMRP-USP. A PSG será repetida, ambulatorialmente, após 3 meses nos pacientes incluídos para reavaliação da evolução da apnéia do sono. Por fim, será feita a análise estatística das informações obtidas. (AU)

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