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Plantas forrageiras como fonte de substâncias químicas para a produção de bioerbicidas

Processo: 00/07681-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2000 - 31 de outubro de 2002
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Analítica
Pesquisador responsável:Maria Olímpia de Oliveira Rezende
Beneficiário:Maria Olímpia de Oliveira Rezende
Instituição-sede: Instituto de Química de São Carlos (IQSC). Universidade de São Paulo (USP). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Plantas forrageiras  Alelopatia  Controle fitossanitário  Herbicidas  Plantas daninhas 

Resumo

As plantas daninhas se constituem no principal problema de ordem bioecônomica a limitar o desenvolvimento agrícola no mundo, com especial ênfase nos trópicos. Os atuais métodos de controle usados pelos produtores (como roçagem, fogo e herbicidas) não preenchem mais as exigências atuais e futuras da sociedade com relação à preservação do meio ambiente, da vida silvestre e a do próprio homem. Diante desse quadro, uma nova postura se faz necessária com vistas a salvaguardar os interesses da sociedade e a competitividade das atividades agrícolas. Este projeto será desenvolvido em forma de parceria entre Embrapa Amazônia Oriental e a Universidade de São Paulo (São Carlos), e tem como objetivo geral disponibilizar substâncias químicas produzidas por plantas forrageiras, com propriedades de bioerbicida, para estudos subseqüentes visando a produção de bioerbicida pré ou pós-emergente. O projeto engloba dois subprojetos: 1) Identificação e padrão de produção e de distribuição de substâncias químicas com atividades alelopáticas em plantas forrageiras; e 2) Identificação e caracterização da atividade bioerbicida de substâncias químicas produzidas por plantas forrageiras. As ações propostas envolvem estudos em condições de laboratório e de casa de vegetação. Serão avaliadas, como plantas doadoras, a gramínea Brachiaria brizantha cv. Marandu e a leguminosa Pueraria phaseoloides. Como plantas receptoras utilizar-se-ão as seguintes plantas invasoras: Mimosa pudica (malícia), Cassia tora (mata-pasto), Cassia occidentalis (fedegoso), e Ipomoea asarifolia (malva). As atividades biológicas serão aquilatadas tendo por base os efeitos dos extratos brutos e de seus respectivos fracionamentos e das substâncias alelopáticas isoladas sobre a germinação e o desenvolvimento da radícula das plantas invasoras. A identificação das substâncias alelopáticas envolverá o preparo de extratos brutos e seus fracionamentos - com solventes de diferentes constantes dielétricas -, bem como a utilização de técnicas de separação, como a cromatografia e espectroscópicas, como infravermelho, ressonância magnética nuclear e espectrometria de massas. A atividade bioerbicida dos aleloquímicos será avaliada sob dois aspectos: pré e pós-emergente. (AU)