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Efeito da toxina botulínica tipo A sobre o transporte mucociliar nasal de coelhos

Processo: 11/07465-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de agosto de 2011 - 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Richard Louis Voegels
Beneficiário:Richard Louis Voegels
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Mariangela Macchione ; Mary Anne Kowal Olm. ; Naomi Kondo Nakagawa ; Paulo Hilário Nascimento Saldiva ; Regiani Carvalho de Oliveira ; Waldir Carreirão Neto
Assunto(s):Procedimentos cirúrgicos otorrinolaringológicos  Rinite alérgica  Toxinas botulínicas 

Resumo

Rinite é definida como a inflamação da mucosa nasal, caracterizada pela presença de sintomas como congestão nasal, rinorréia, prurido, espirros e hiposmia. Até 47% da população brasileira pode vir a apresentar sintomas de rinite ao ano. A toxina botulínica tipo A (TXB-A) tem sido testada no tratamento da rinite, melhorando sintomas como a rinorréia. O transporte mucociliar, principal mecanismo de defesa primário da mucosa nasal, para ser efetivo, depende de uma produção adequada de muco e de uma atividade ciliar coordenada. A acetilcolina é um dos principais neurotransmissores envolvidos neste mecanismo. A TXB-A age impedindo a liberação, por parte da célula nervosa, de vesículas contendo acetilcolina. Isto pode ocorrer em todos os sítios colinérgicos periféricos, incluindo o sistema nervoso parassimpático periférico. Considerando a ação da acetilcolina de estimulante da frequência do batimento ciliar (FBC), e da ação de bloqueio colinérgico local da TXB-A, poucos estudos citam a possível interferência da TXB-A no TMC. O objetivo deste estudo será de avaliar o efeito da TXB-A sobre o TMC da mucosa nasal de coelhos, mais especificamente sobre a FBC através da microscopia de contraste de fase e filmagem digital de alta velocidade. Além disso, serão pesquisadas a 1) expressão de interleucina (IL)-4, IL-5, IL-13, interferon-c, IL-2, fator nuclear-kB, IL-10, IL-1ra, contagem de linfócitos CD4+/CD3+, e sinais de apoptose celular pela imunohistoquímica; 2) características reológicas do muco pelo viscosimetro cone-plate, 3) transportabilidade do muco pela tosse; e 4) wettability do muco através de angulo de contato. (AU)