| Processo: | 10/16274-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2014 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Caio Parente Barbosa |
| Beneficiário: | Caio Parente Barbosa |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Santo André , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Santo André |
| Pesquisadores associados: | Bianca Alves Vieira Bianco ; Denise Maria Christofolini |
| Assunto(s): | Ginecologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | folato | homocisteina | Liquido folicular | Polimorfismos Genéticos | reprodução assistida | Ginecologia |
Resumo
A infertilidade acomete 20% dos casais em idade fértil. Aproximadamente 30% das causas de infertilidade estão relacionadas a fatores femininos, 30% a fatores masculinos, 30% dos casos ambos os fatores estão presentes e 10% não apresentam causa aparente. Cerca de 15% das causas de infertilidade feminina são genéticas e incluem mutações gênicas e aberrações cromossômicas, geradas por erros na divisão celular. O metabolismo do folato está envolvido em um grande número dos processos fisiológicos e patológicos. Os folatos participam no metabolismo de aminoácidos, síntese de purinas e pirimidina, e metilação dos ácidos nucléicos, proteínas e lipídios. A deficiência de folatos é determinada geneticamente ou pela dieta e pode comprometer a função dessas vias metabólicas e conduzir ao acumúmulo de homocisteína. Os possíveis efeitos desfavoráveis da deficiência de folato e acúmulo de homocisteína nas funções reprodutivas femininas incluem a deficiência de divisão celular, a produção de citocinas inflamatórias, alteração do metabolismo do óxido nítrico, o aumento do estresse oxidativo, taxas elevadas de apoptose e alterações nas reações de metilação. Todos esses processos estão envolvidos no desenvolvimento de oócitos, a preparação da receptividade endometrial, implantação do embrião e, também na gravidez. As vias de metabolismo do folato podem ser modificadas por polimorfismos em genes envolvidos na absorção e metabolismo de folato. Estes polimorfismos podem alterar o efeito benéfico de folatos e outras vitaminas do complexo B, que desempenham um papel no metabolismo de grupos metil e alterar o fluxo de cofatores entre a síntese de DNA e as reações de metilação.Foi sugerido que a síntese de andrógenos e estrógeno seria influenciada pela presença de polimorfismos no gene MTHFR, a variação mais importante no metabolismo do folato. Thaler et al. (2006) demonstraram que os pacientes que são submetidos à técnicas de reprodução assistida portadores do alelo T possuem resposta ovariana reduzida em relação ao estímulo com FSH recombinante (r). Além disso, estes pacientes apresentam significativamente concentrações mais baixas de estrógeno sérico e produzem significantemente menos oócitos recuperados.Durante a maturação folicular, é o fluido folicular (FF) que provê o microambiente necessário para desenvolvimento do oócito e contêm muitas substâncias envolvidas na maturação oocitária, fertilização e possivelmente nodesenvolvimento do embrião. Assim, alterações nesse microambiente podem resultar em disfunção ovulatória, má qualidade do oócito, taxa de fertilização reduzida, embriões de baixa qualidade e as taxas de implantação reduzidas.Além disso, Naessen et al. (2010) compararam as concentrações de estrogênio e esteroides precursores no líquido folicular de mulheres com síndrome dos ovários policísticos e concluíram que essas mulheres tinham maior atividade da enzima CYP17 e menor atividade da CYP19 no líquido folicular, sugerindo que essas informações poderiam ser úteis na reprodução humana assistida.Dessa forma, o objetivo do presente estudo é identificar a freqüência dos polimorfismos dos genes MTHFR (C677T, A1298C e G1793A), MTRR (A66G), MTR (A2756G), FOLR1 (G1314A e G1841A), ER± (PvuII e XbaI) e ER² (RsaI e AluI ) em mulheres submetidas à técnicas de reprodução assistida e controles, correlacionar os achados dos polimorfismos dos genes MTHFR, ER± e ER² aos níveis de estradiol e homocisteína no líquido folicular e estradiol, homocisteína, vitamina B12 e ácido fólico no sangue periférico, além de correlacionar os resultados de reprodução assistida como número e qualidade dos oócitos, número e qualidade dos embriões, taxa de gravidez, taxas de abortamento, gemelaridade e nascimentos. (AU)
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