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Reprodução de peixes neotropicais: morfofisiologia das gônadas

Processo: 95/09494-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de agosto de 1996 - 31 de outubro de 1998
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Pesqueiros e Engenharia de Pesca - Recursos Pesqueiros de Águas Interiores
Pesquisador responsável:Irani Quagio Grassiotto
Beneficiário:Irani Quagio Grassiotto
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IBB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Gônadas animal  Reprodução animal  Piscicultura  Peixes  Manejo da pesca  Produção pesqueira 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Investindo...pesquisadores_50_76_77.pdf

Resumo

Os grandes reservatórios artificiais existentes no país e oriundos do barramento dos grandes rios para geração de energia elétrica têm sido apontados como áreas potenciais para o desenvolvimento de piscicultura intensiva visando ao aumento da produção de pescado. Nessas circunstâncias, torna-se fundamental o conhecimento dos mecanismos reprodutivos dos peixes que os habitam, seja para o desenvolvimento de atividades de cultivo, manejo, seja para programas de proteção de estoques nativos ou mesmo de controle populacional. Sabe-se que os peixes teleósteos são predominantemente dioicos e que, em sua maioria, a reprodução ocorre de forma cíclica, ajustada aos fatores ambientais e/ou sazonais, com as gônadas passando por uma série de modificações de caráter morfológico e fisiológico. No entanto, tendo em vista a riqueza da ictiofauna brasileira, são muito poucos os dados disponíveis sobre a biologia da reprodução de nossas espécies nativas. Portanto, a proposta é iniciar trabalhos sobre a reprodução dos peixes neotropicais, estudando a morfofisiologia das gônadas de Serrasalmus spilopleura, Pimelodus maculatus e Schizodon nasutus, espécies de ampla distribuição espacial e temporal no reservatório artificial de Jurumirim (alto do rio Paranapanema, SP). Para tanto, pretende-se acompanhar durante um período de 24 meses as modificações morfofisiológicas por que passam as gônadas das espécies supracitadas. Esse acompanhamento deverá ser realizado, processando-se mensalmente: captura de exemplares dessas espécies e registro de seus dados morfométricos; dissecção e análise microscópica das gônadas com o objetivo de determinar seu estádio de maturação e época de desova. Nessa análise, são considerados: tamanho, transparência, vascularização superficial e, no caso dos ovários, a visualização dos ovócitos; análise histológica das gônadas, utilizando-se diferentes técnicas de coloração, com o objetivo de determinar as fases de desenvolvimento das células germinativas e acompanhar o processo de vitelogênese; análise ultraestrutural das gônadas, com o objetivo de conhecer as modificações morfológicas das células germinativas durante a gametogênese; análise dos dados e construção da curva de maturação gonadal dos espécimes em estudo. (AU)