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Utilização de emulsão lipídica como vetor de oligonucleotídeos antissenso para possível reversão do fenótipo de resistência a múltiplas drogas em células tumorais in vitro

Resumo

O gene MDR1 é um modelo bastante interessante para o estudo do controle da expressão gênica e para a pesquisa de vetores para o transporte de DNA que possam interferir com esta expressão. O desenvolvimento de resistência a múltiplas drogas, pelas células tumorais, é um fenômeno bastante comum. Dentre os mecanismos de resistência já descritos, o principal é conhecido como MDR (multiple drug resistance), responsável pela expressão da P-glicoproteína (Pgp), uma glicoproteína de membrana de cerca de 170 kDa capaz de promover o efluxo celular de drogas, diminuindo a sua ação terapêutica. O aumento da expressão da Pgp pode estar relacionado com o aumento no número de cópias do gene responsável ou, ainda, a uma alteração ao nível do controle transcricional deste gene. Recentemente, tem sido descrito a utilização de oligonucleotíeos antissenso (OAS) para inibir a expressão de genes específicos, dentre eles o gene MDR 1. Os OAS são capazes de se ligar a um mRNA com seqüência complementar, impedindo sua tradução para proteína. Geralmente, os OAS são introduzidos nas células por técnicas como permeabilização da membrana ou utilização de veículos lipídicos como lipossomos catiônicos. Todas essas técnicas, porém, não são capazes de resolver uma das mais difíceis questões: como fazer com que os OAS sejam conduzidos somente às células-alvo? Células de várias linhagens tumorais possuem uma taxa de multiplicação mais elevada e apresentam um maior número de receptores para LDL, a principal lipoproteína plasmática transportadora de colesterol. Emulsões lipídicas (LDE) com características semelhantes à LDL têm sido testadas, recentemente, como vetores para a entrega seletiva de quimioterápicos a células cancerosas via receptor de LDL. fenótipo de resistência a múltiplas drogas de linhagens celulares de neoplasias humanas, através da utilização de OAS. Após caracterização das células em relação à atividade de receptores de LDL e expressão de Pgp, a técnica de ligação de OAS anti-MDR1 à LDE será implementada. A captação e compartimentalização intra-celular deste complexo serão analisadas, assim como as concentrações ótimas capazes de inibir a síntese de Pgp ao nível de tradução e transcrição. Finalmente, a estabilidade da reversão do fenótipo de resistência será avaliada. Com esta estratégia, pretende-se utilizar a LDE para veicular OAS de maneira seletiva para células-alvo e nelas interferir com a expressão gênica. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
NOVAK‚ E.M.; METZGER‚ M.; CHAMMAS‚ R.; DA COSTA‚ M.; DANTAS‚ K.; MANABE‚ C.; PIRES‚ J.; DE OLIVEIRA‚ AC; BYDLOWSKI‚ SP. Downregulation of TNF-α and VEGF expression by Sp1 decoy oligodeoxynucleotides in mouse melanoma tumor. Gene Therapy, v. 10, n. 23, p. 1992-1997, 2003.

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