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Leucotrienos sao essenciais para o controle da infeccao por leishmania amazonensis e contribui para o perfil de susceptibilidade..

Processo: 06/05448-6
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de novembro de 2006 - 31 de dezembro de 2006
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Sônia Jancar
Beneficiário:Sônia Jancar
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Leucotrienos  Leishmania mexicana  Inflamação 

Resumo

Os Leucotrienos (LTs) são produzidos por macrófagos infectados por Leishmania, mas não existem evidências se esse mediador lipidico é importante para a defesa do hospedeiro durante a infecção por esse protozoário parasita. Nesse estudo, investigamos a importância dos LTs na infecção in vitro e in vivo por Leishmania amazonensis em camundongos suscetíveis (BALB/c) e resistentes (C3H/HePAS). A inibição farmacológica ou genética dos LTs resultou no impedimento da atividade leishmanicida de macrófagos peritoneais in vitro. Ao contrário, a adição do LTB4 aumentou a atividade leishmanicida e esse efeito foi dependente do receptor BLT1. O LTB4 aumentou a produção de NO durante a infecção por L. amazonensis, e os estudos com o inibidor de síntese de NO mostrou que essa molécula foi essencial para o aumento da atividade leishmanicida dos macrófagos. Além disso, os macrófagos dos camundongos resistentes produzem maiores níveis de LTB4 durante a infecção por amazonensis do que os animais susceptíveis. A severidade da infecção in vivo, avaliada pela alteração no coxim plantar após infecção s.c. de promastigotas foi aumentada quando a síntese de LTs endógena foi inibida tanto farmacologicamente como geneticamente. Esses resultados mostram pela primeira vez um importante papel do LTB4 na resposta protetora durante a infecção por L. amazonensis, identifica relevantes mecanismos leishmanicidas e sugere que a variação genética na síntese de LTB4 pode influenciar nos padrões de resistência e susceptibilidade a infecção. (AU)