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Desenvolvimento de materiais bioativos

Resumo

É desafio perene da Ciência e da tecnologia moderna prover mecanismos que direta ou indiretamente melhorem a qualidade de vida da população que as suportam. Inserido neste contexto, os desafios relacionados ao desenvolvimento e aprimoramento dos biomateriais vêm recebendo destaque e importância ao longo dos anos. O projeto a ser desenvolvido irá contribuir para a nucleação de um novo grupo de pesquisa na área de materiais cerâmicos, dentro do programa de stricto senso em Engenharia e Ciência dos Materiais (PPG - ECM), da Universidade São Francisco em Itatiba-SP, bem como a possibilidade de interação desse novo grupo com cursos na área de Odontologia e Medicina, na mesma instituição (campus de Bragança Paulista), visando à inovação tecnológica e científica, e contribuindo de maneira significativa na resolução de problemas relacionados ao desenvolvimento e caracterização de biomateriais da família dos fosfatos de cálcio, objetivando a obtenção de materiais bioativos. Dentre as biocerâmicas a hidroxiapatita (Ca10 (PO4) 6 (OH) 2 - HA) é o material mais comumente utilizado pois além da composição química semelhante a fase mineral óssea, fornece respostas diferenciadas e satisfatórias, facilitando a integração do implante. Porém, dentre os diversos materiais empregados em implantologia, os materiais bioinertes e/ou biotoleráveis como os metais (titânio puro e suas ligas, aços inox, ligas de Co-Cr-Mo, etc.), materiais cerâmicos (alumina, zircônia), materiais poliméricos (polímeros de ultra alto peso molecular, poli (etileno tereftalato), etc.), merecem atenção especial em função de sua resistência mecânica, quando comparados com os materiais bioativos. Entretanto, pelo fato de serem materiais biotoleráveis, não são capazes de ligar-se ao tecido ósseo. Dentro dos objetivos principais do projeto inclui-se: desenvolvimento de materiais com características bioativas, mediante a obtenção de fosfato de cálcio e desenvolvimento de recobrimentos bioativos sobre superfícies bioinertes e/ou biotoleráveis e a possibilidade de dopagem desses materiais com substâncias bactericidas. (AU)