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Padrão da resposta imune humoral a estágios sangüíneos de Plasmodium falciparum de indivíduos com diferentes expressões clínicas de malária

Resumo

IntroduçãoO desenvolvimento de imunidade protetora contra malária é lento e esta para ser mantida necessita de exposição a variantes antigênicas múltiplas e da maturação do sistema imune associada à idade. O fato de imunidade protetora estar associada com as diferentes classes e subclasses de anticorpos produzidas durante a infecção reforça a importância de se considerar a qualidade da resposta imune. Neste estudo, nós avaliamos a resposta imune humoral contra estágios sangüíneos de Plasmodium falciparum de indivíduos naturalmente expostos à malária que residem em átreas endêmicas do Brasil com o objetivo de determinar a prevalência de diferentes isótipos específicos e a associação destes com diferentes expressões clínica de malária. MétodosOs diferentes isótipos contra estágios sangüíneos de P. falciparum, IgG, IgG1, IgG2, IgG3, IgG4, IgM, IgE and IgA, foram determinados por ELISA. Os resultados foram analisados com base nas diferentes expressões clínicas de malária (complicada, não complicada e assintomática) e nos fatores relacionados à exposição prévia de malária tais como idade e o número prévio de ataques clínicos. A ocorrência do polimorfismo H131 do receptor Fc³™™A também foi investigada em parte da população estudada.ResultsOs níveis mais altos dos anticorpos IgG, IgG1, IgG2 e IgG3 foram observados em indivíduos com malária não complicada, enquanto indivíduos com malária complicada mostraram os níveis mais altos de IgG4. Indivíduos relatando mais de cinco episódios prévios de malaria apresentaram uma predominância de anticorpos IgG1, IgG2 e IgG3, enquanto anticorpos IgM, IgA e IgE predominaram entre os indivíduos com cinco ou menos episódios prévios de malária. Entre os indivíduos com malária não complicada e assintomática, houve um predominância de anticorpos IgG, IgG1, IgG2 de alta avidez e IgG3 de baixa avidez, enquanto anticorpos IgG4, IgE e IgM foram predominantes entre indivíduos com malária complicada. O polimorfismo H131 foi encontrado em 44,4% dos indivíduos, e os níveis mais altos de anticorpos IgG2 foram observados entre indivíduos assintomáticos com este alelo, sugerindo o papel protetor de IgG2 nesta população.ConclusõesJuntos, estes resultados sugerem uma regulação diferencial no padrão de anticorpos anti-P. falciparum em diferentes expressões clínicas de malária e mostraram que mesmo em áreas com transmissão instável, pode-se observar imunidade protetora contra malária quando anticorpos apropriados são produzidos. (AU)