Busca avançada
Ano de início
Entree

Antiandrogen therapies affect tissue homeostasis of the gerbil (Meriones unguiculatus) female prostate and ovaries

Processo: 08/10332-2
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2008 - 31 de maio de 2009
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia
Pesquisador responsável:Sebastião Roberto Taboga
Beneficiário:Sebastião Roberto Taboga
Instituição-sede: Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Reprodução  Hormônios esteroides gonadais  Próstata  Estrógenos 

Resumo

A próstata feminina do gerbilo é um órgão maduro e funcional, cuja atividade secretória é regulada por hormônios esteróides. A ocorrência de lesões prostáticas espontâneas é muito elevada tanto em mulheres como em fêmeas de roedores, e tem sido associada a perturbações do equilíbrio hormonal interno, seja por fatores intrínsecos ao organismo ou pela ação de agentes endócrinos exógenos. A proposta deste trabalho é avaliar a resposta da próstata de fêmeas adultas do gerbilo a um curto período de exposição a agentes anti-estrogênicos, observando de que modo as alterações do balanço hormonal interno podem interferir com a fisiologia normal da próstata feminina. Para isso, fêmeas adultas receberam doses orais diárias de letrozol (1mg/kg/dia), ou doses subcutâneas de tamoxifeno (1mg/kg/) a cada 48 horas, durante 21 dias. Os níveis séricos de testosterona e estradiol foram monitorados, e as próstatas e ovários foram coletados para análises estruturais, ultra-estruturais e imunocitoquímicas. O tratamento com letrozol resultou em aumento dos níveis séricos de testosterona, hiperplasia glandular, incremento da atividade secretória e crescimento displásico, simulando os efeitos causados por andrógenos exógenos. Os efeitos causados pelo tamoxifeno indicam que este agente endócrino atuou como agonista estrogênico na próstata, causando hipertrofia glandular, diminuição da atividade secretória e desenvolvimento de lesões prostáticas. Deste modo, pode-se concluir que as terapias com letrozol e tamoxifeno resultam em uma série de efeitos complexos que comprometem a fisiologia de órgãos hormônio-dependentes, como a próstata feminina e os ovários. O desequilíbrio hormonal provocado pela administração destas drogas resulta em profundas alterações na morfologia prostática, de maneira muito similar ao que ocorre durante o desenvolvimento de lesões espontâneas em mulheres no período pós-menopausa. Assim, a opção por estas terapias deve ser tomada com cautela, visto que longos períodos de tratamento podem resultar em lesões malignas da próstata feminina. (AU)