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Transcriptomic basis for an antiserum against Micrurus corallinus (coral snake) venom

Resumo

Introdução: Micrurus corallinus (cobra coral) é uma serpente de florestas tropicais que pertence à família Elapidae. Seu veneno apresenta uma elevada neurotoxicidade associada à toxinas pré e pós-sinápticas, causando paralisia do diafragma que pode resultar em morte. Apesar de um número relativamente baixo de acidentes, a soro-terapia é fundamental para aqueles picados. No entanto, a produção de anti-soro adequado é prejudicada devido à dificuldade em se obter quantidades suficientes de veneno a partir de uma serpente pequena e com exigentes condições de criação. A fim de se conhecer a base molecular desse veneno e objetivando-se descobrir possíveis imunógenos para um anti-soro, foram geradas Expressed Sequence Tags (ESTs) de suas glândulas de veneno. Além disso, a sua imunogenicidade foi testada por imunização com DNA. Resultados: 1438 ESTs foram geradas e agrupadas em 611 clusters. Toxinas transcritas representam 46% do total ESTs. As duas principais classes toxinas sãs as Proteínas de Três dígitos (3FTx) (24%) e as Phospholipases A2 (PLA2s) (15%). Mas outras 8 classes de toxinas estão presentes, como lectinas C, peptídeos natriuréticos e até mesmo componente de elevada massa molecular, tais como metaloproteases e L-aminoácido oxidases. Dentro de cada classe, mais de uma isoforma foi encontrada, além de algumas evidências mostrando splicing alternativo e supressões de domínios. Cinco candidatos antigênicos foram selecionados (quatro 3FTx e uma PLA2) e utilizados para um estudo preliminar de imunização genética. A resposta imunológica mostrou que os soros dos animais imunizados foram capazes de reconhecer os antígenos recombinantes. Conclusões: Além de uma melhoria no conhecimento sobre a composição dos venenos da cobra-coral, que é muito pouco conhecido quando comparado aos elapídeos do Velho Mundo, o perfil de expressão apontou componentes abundantes e diversificados que poderiam ser usados na formulação de um futuro anti-soro. Haja vista que a produção de antígenos recombinantes de veneno freqüentemente falha devido ao complexo arranjo de pontes dissulfeto, a imunização com DNA pode ser postulada como uma alternativa. De fato, os candidatos selecionados nesta primeira avaliação mostraram a viabilidade desta abordagem, que é menos dispendiosa e não dependente da disponibilidade do veneno. (AU)

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