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Mulheres, Forças Armadas e diplomacia: uma perspectiva de gênero na política externa

Processo: 09/00764-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros
Vigência: 01 de maio de 2009 - 30 de abril de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Ciência Política - Política Internacional
Pesquisador responsável:Suzeley Kalil Mathias
Beneficiário:Suzeley Kalil Mathias
Instituição-sede: Faculdade de História, Direito e Serviço Social. Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Franca. Franca , SP, Brasil
Assunto(s):Política externa  Missões de paz  Gênero  Diplomacia  Estudos de gênero  Forças armadas 

Resumo

Os textos reunidos neste livro, são produto de um duplo esforço. Por um lado, dos seis capítulos que compõem a primeira parte, quatro resultaram da pesquisa Mulheres nas Forças Armadas da América Latina: uma perspectiva de gênero sobre Operações de Paz, levada a cabo pela Red de Defensa de América Latina (RESDAL) com o objetivo de subsidiar as discussões da VIII Conferência de Ministros da Defesa das Américas, que aconteceu em setembro de 2008, no Canadá. Por ter sido muitas vezes exemplo para a formação militar latino-americana, a estes quatro textos juntamos dois outros que tratam, respectivamente das mulheres nas forças armadas portuguesas e espanholas. Por outro lado, outros quatro trabalhos, três dos quais apresentados nas Semanas de Relações Internacionais da UNESP, formam a segunda parte. Também estes apresentam resultados de pesquisas que têm como eixo o tema gênero, neste caso dedicados à analise da relação gênero e diplomacia.O conjunto de trabalhos e a forma como estão organizados objetivam mostrar que para a operacionalização de qualquer política externa, deve haver diálogo entre os ministérios de Defesa e das Relações Exteriores, responsáveis pelos dois meios de realização desta política, respectivamente a força e o diálogo. Assim, num livro dedicado a um tema tão pouco considerado pela academia brasileira, como é a relação entre força e gênero, dever-se-ia considerar também a perspectiva diplomática, a relação entre gênero e negociação ou diálogo.Na verdade, o livro representa a resposta aos inúmeros esforços da ONU pela equidade de gênero, em particular em situações de conflito. Destaque-se que Conselho de Segurança da Organização, convencido na prática que a presença feminina é fundamental para a solução de conflitos, editou a Resolução 1325/2001, que insta ao aumento da participação das mulheres nestas situações, potenciais ou não, em particular no momento de reconstrução dos laços sociais esgarçados ou mesmo destruídos pela guerra. Os apelos, entretanto, têm sido ouvidos de forma parcimoniosa e gradual. Esperamos, pois, ser mais uma voz neste caminho, a voz da academia brasileira, até agora muito pouco expressada. Oxalá, por isso, tenha maior ressonância. (AU)