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"NÃO VÁ SE PERDER POR AÍ": a trajetória dos mutantes.

Processo: 09/08824-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros
Vigência: 01 de outubro de 2009 - 30 de setembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:José Roberto Zan
Beneficiário:José Roberto Zan
Instituição-sede: Instituto de Artes (IA). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Contracultura  Mutantes  Tropicalismo  Indústria cultural 

Resumo

Essa pesquisa, com base numa abordagem sócio-histórica da canção, examina a produção musical dos Mutantes, conjunto de pop rock formado em 1966 por Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias. Em especial, o nosso objetivo é o de entender o significado histórico do experimentalismo na trajetória do grupo entre fins da década de 1960 e meados da década de 1970, a fim de perceber o motivo da mudança sonora ocorrida no conjunto a partir de 1971. Além disso, procuramos perceber como essas "experimentações" estavam vinculadas aos aspectos mais evidentes da sociedade no período, como, por exemplo, a (re) estruturação da Indústria Cultural Brasileira. Tomamos como referência maior o movimento da contracultura que engendrou, não só no exterior como também no Brasil, significativas transformações na sociedade nos âmbitos moral, comportamental, político, cultural e ideológico. Ainda que possa parecer contraditório, entendemos que foi justamente a reorganização da Indústria Cultural Brasileira que contribuiu para que os Mutantes pudessem realizar as suas várias experimentações sonoras. Contudo, dada a configuração social no campo da música popular brasileira no período posterior à decretação do AI-5, destacando-se nesse campo o fechamento do mercado fonográfico à inventividade sonora e o fim dos festivais da canção, os Mutantes enveredaram para a vertente do rock progressivo, perdendo, portanto, a sua notável peculiaridade musical. A padronização dos instrumentos musicais a partir dos anos 70 também contribuiu substantivamente para que as suas músicas se tornassem pastiche dos grupos de rock anglo-americanos, em detrimento do aspecto paródico que caracterizou os seus primeiros trabalhos. (AU)