Busca avançada
Ano de início
Entree

Sífilis vista através de análise filogenética e paleopatológica

Processo: 09/16814-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de dezembro de 2009 - 31 de maio de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Sabine Eggers
Beneficiário:Sabine Eggers
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:04/11038-0 - Sambaquis e paisagem: modelando a inter-relação entre processos formativos culturais e naturais no litoral sul de Santa Catarina, AP.TEM
Assunto(s):Paleopatologia 

Resumo

A origem da sífilis é ainda hoje controversa, e diferentes linhas de pesquisas exploram sua fascinante história. Neste trabalho empregamos um método integrativo combinando dados paleopatológicos e moleculares. No intuito de testar esta metodologia, diferentes hipóteses sobre a origem da sífilis e de outras treponematoses humanas foram avaliadas. Inicialmente, foi construído um mapa-múndi contendo todas as evidências paleopatológicas acessíveis de treponematoses pré-Colombianas. Em seguida, foram selecionadas as evidências mais antigas para fixar a data de origem do ancestral comum mais recente de Treponema pallidum subsp. pallidum, T. pallidum subsp. endemicum e T. pallidum subsp. pertenue. Estas análises foram realizadas utilizando seqüências de 21 regiões do genoma de diferentes linhagens de T. pallidum. Foram estimadas as taxas evolutivas para as três hipóteses testadas: a) se treponematoses existem desde Homo erectus; se a sífilis venérea b) emergiu recentemente de linhagens menos virulentas vindas do Novo Mundo, cerca de 500 anos atrás, e c) emergiu na América entre 16.500 e 5.000 anos atrás. Duas das taxas evolutivas resultantes foram improváveis e não explicam todas as evidências ósseas existentes: as treponematoses, tal como as conhecemos hoje, não emergiram com H. erectus, nem a sífilis venérea apareceu há apenas cinco séculos atrás. Considerando 16.500 anos atrás como data da entrada do homem nas Américas, e 5.000 anos atrás, como a evidência mais antiga e provável de sífilis venérea no mundo, não podemos rejeitar totalmente a hipótese c). Uma vez que a taxa evolutiva resultante é compatível com taxas observadas em outras bactérias, confirmamos que a sífilis venérea pode ter surgido neste período. Entretanto, se as evidências pré-colombianas de sífilis venérea fora das Américas forem levadas em consideração, o local de origem permanece indefinido. Finalmente, o esforço em agregar dados paleopatológicos e análises filogenéticas demonstrou ser uma abordagem frutífera e promissora para estudar outras doenças infecciosas. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.