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Leucotrieno B4 cria um microambiente favorável ao crescimento do melanoma murino

Processo: 09/18311-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de fevereiro de 2010 - 31 de julho de 2010
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Morfologia - Citologia e Biologia Celular
Pesquisador responsável:Miriam Galvonas Jasiulionis
Beneficiário:Miriam Galvonas Jasiulionis
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/61293-1 - Contribuição da metilação de DNA na carcinogênese, AP.JP
Assunto(s):Neoplasias  Inflamação  Leucotrienos  Melanoma  Melanoma experimental  Progressão tumoral  Microambiente tumoral  Publicações de divulgação científica  Artigo científico 

Resumo

A inflamação crônica tem sido há muito tempo associada à progressão neoplásica. Nosso grupo mostrou recentemente que a adição de um grande número de células tumorais apoptóticas, mas não células necróticas, ao microambiente tumoral induz uma potente reação inflamatória aguda capaz de promover o crescimento do melanoma. Aqui nós mostramos que potentes agentes inflamatórios, como lipopolissacarídio (LPS) e carragenina, também promovem o crescimento de doses subtumorigênicas de células de melanoma, não tendo efeito na proliferação do melanoma in vitro. A inibição de 5-lipoxigenase (5-LOX) parece ter um papel fundamental neste modelo, já que ácido caféico e MK886, um inibidor de FLAP (proteína ativadora de 5-LOX), inibe parcialmente o crescimento tumoral induzido por células apoptóticas ou LPS. Outras enzimas da via do ácido araquidônico, ciclooxigenases 1 e 2 (COX-1 e COX-2), não parecem ter participação neste efeito promotor do tumor, já que o inibidorde ambas as enzimas(indometacina)não alterou o crescimento do melanoma. Leucotrieno B4, o principal produto da via da 5-LOX, foi capaz de induzir o crescimento de um inóculo subtumorigênico de células de melanoma, e um antagonista do receptor de LTB4 inibiu o crescimento tumoral associado à inflamação aguda. A adição de ácido eicosapentaenóico (EPA), um ácido graxo poliinsaturado ômega3 (w3-PUFA) com propriedades anti-inflamatórias, ou LTB5, um leucotrieno derivado de EPA, ao microambiente inflamatório do tumor inibiu significativamente o desenvolvimento tumoral. Estes resultados contribuem com o entendimento dos mecanismos pelos quais a inflamação pode contribuir com a progressão tumoral e sugerem que LOX tem um papel importante na progressão tumoral associada com um estado inflamatório na presença de apoptose, o que pode ser uma consideração para tratamentos indutores de apoptose, como quimio e radioterapias. (AU)