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Território e cidades: projetos e representações (1870-1970)

Processo: 10/07275-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros
Vigência: 01 de agosto de 2010 - 31 de julho de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Eduardo Romero de Oliveira
Beneficiário:Eduardo Romero de Oliveira
Instituição-sede: Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rosana. Rosana , SP, Brasil
Assunto(s):Cidades  Modernidade  Ferrovias  Urbanização  História cultural 

Resumo

Os textos exploram aspectos da modernidade nas cidades brasileiras, e são resultados de uma reflexão mais ampla de grupos de pesquisadores da USP e da UNESP no campo da história social da cultura, da cidade e da arquitetura. Um primeiro conjunto de texto atenta para o território enquanto a dimensão em que se articula a produção material, a população e a cidade. A apreensão do território se dá em função de algumas situações que se apresentaram desde o século XIX, e em particular no Brasil: a concepção de técnicas e procedimentos em vista da utilidade humana; a expansão da produtividade agrícola e rentabilidade econômica das terras; o adensamento dos núcleos urbanos e sua regulamentação; a mobilização da mão-de-obra e a migração humana. Durante o final do século XIX, a ferrovia patrocinada pela iniciativa privada, que tinha sua preexistência condicionada a expansão da produção cafeeira, acelerou e garantiu o desenvolvimento das vilas, patrimônios e cidades viabilizando um estágio de desenvolvimento urbano mais avançado. Contudo, nas primeiras décadas do século XX são criadas estradas de ferro de cunho estratégico, para ocupação territorial, como a Companhia Noroeste do Brasil, implantada sobre a mata nativa em terras cartograficamente ainda não levantadas, e que se dirigia ao Mato Grosso, e em ultima análise ao Pacifico, antigo sonho militar brasileiro. Neste sentido toma-se a ferrovia como um empreendimento moderno; tanto do ponto de tecnológico e econômico, quanto da ocupação rural e dos projetos urbanísticos. E as gestões privada e pública que atuaram no território implicaram numa expansão urbana. Um segundo conjunto de textos trata das diferentes representações culturais que a cidade suscita e as relações na esfera da vivência urbana. Todos eles concentram-se no longo período da assim chamada Segunda Revolução Industrial, central a tantos processos de urbanização no Brasil e em outros países, compreendendo e analisando suas diferentes dimensões - na cultura, no cotidiano, na inscrição física e cartográfica das cidades - assim como apreendendo a teia mais ampla das relações internacionais na esfera da vivência urbana. Assim, apresenta-se aqui tanto a apreensão da modernidade urbana pelas classes subalternas, quanto a percepção dos profissionais da cidade. Exploram-se aspectos da formação destes profissionais, suas propostas modernas de ação, visando a habitação, as escolas, e a própria urbanização. De modo geral, os textos aqui reunidos encaminham visões profundamente distintas, já que a modernização então vivida é, ao mesmo tempo, uma promessa e alvo de crítica. (AU)