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O trabalho morreu: viva o conhecimento: notas para um estudo dos serviços em uma sociedade de classes

Processo: 10/51638-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de novembro de 2010 - 31 de outubro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Márcio Bilharinho Naves
Beneficiário:Márcio Bilharinho Naves
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Capitalismo  Hegemonia  Trabalho  Terceiro setor  Produtividade no trabalho  Classe social  Prestação de serviços 

Resumo

Este trabalho analisa o problema das classes sociais e suas formas de intervenção diante da reestruturação capitalista em curso, na qual o setor de serviços, bem como o processo de financeirização da economia e o de instauração do neoliberalismo aparecem como as dimensões mais importantes enquanto indicadores de mudanças. Submetidas às categorias de análise desenvolvidas por Marx e Gramsci tais transformações revelam a vinculação histórica dos serviços com o próprio desenvolvimento do modo de produção capitalista e como uma das muitas expressões da crise constitutiva do mesmo. O novo arranjo dos serviços, sob os processos de privatização e financeirização da economia, mais do que um impacto técnico ou econômico resultante de uma modernização "in abstract" é expressão política das novas formas de direção e governo das massas; é o que se depreende da crítica ideológica realizada sobre as abordagens teóricas sobre o setor de serviços mostrando sua filiação às teorias da estratificação social ou outras de viés economicista. Tomada pela visão de mundo neoliberal, a ideia de uma sociedade de serviços reitera o horizonte que reutiliza os princípios do liberalismo econômico no qual prestadores de serviços substituem a relação salarial construindo, assim, uma sociabilidade livre das contradições classistas. Construção que acontece ao mesmo tempo no terreno material e nas superestruturas jurídico-políticas, adequando-as aos novos imperativos da acumulação. Construção de uma cidadania e de uma forma de organizar a produção. O setor de serviços então como lugar privilegiado do embate entre classes sociais. (AU)