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Do consenso ao dissenso: o movimento bolivariano e o ressurgimento da política na Venezuela

Processo: 10/51658-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de novembro de 2010 - 31 de outubro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Marcelo Siqueira Ridenti
Beneficiário:Marcelo Siqueira Ridenti
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Assunto(s):Democracia  Hegemonia  Venezuela 

Resumo

Em 1999, a chegada de Hugo Chávez à presidência significou uma mudança importante na política da Venezuela: desde 1958, era a primeira vez que o cargo seria ocupado por alguém que não pertencia aos dois partidos mais tradicionais do país, o social-democrata Acción Democrática (AD) e o democrata-cristão Comité de Organización Política Electoral Independiente (COPEI), protagonistas na conformação do Pacto de Punto Fijo, também em 1958. O fenômeno Chávez foi apresentado por um grande número de cientistas sociais como o retomo de um velho problema na América Latina: o populismo. Neste trabalho apresento este fenômeno de outro modo: a eleição de Chávez faz parte do processo de crise orgânica que afetou a sociedade venezuelana no início dos anos 1980. Para entendê-lo, analiso diversos elementos históricos da política, da cultura e da economia naquele país que tornam única sua experiência recente. Em seguida, dedico-me às ideias que deram origem ao programa do movimento bolivariano, bastante influenciado pelo debate que atingiu movimentos políticos radicais em todo o mundo nas décadas de 70 e 80 do século passado. Por fim, apresento as principais frações que atuam hoje no interior de cada polo governo e oposição ao qual aparentemente se reduz a chamada Revolução Bolivariana. (AU)