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Crônicas da Revista do Brasil: construindo a identidade nacional

Processo: 10/52050-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de dezembro de 2010 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Maria Inês Batista Campos
Beneficiário:Maria Inês Batista Campos
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Análise do discurso  Cultura brasileira  Estudos de linguagem  Crônica literária 

Resumo

A proposta deste livro, resultado da pesquisa desenvolvida no doutorado em linguística aplicada e estudos da linguagem, é analisar os diferentes discursos que circulavam nas crônicas da Revista do Brasil na década de 1920 e identificar as contraditórias vozes envolvidas na construção da identidade nacional. Essa revista destacou-se entre as principais publicações culturais da São Paulo daquela época. Dirigida por Monteiro Lobato e Paulo Prado, defendeu um firme programa editorial marcado por um projeto nacionalista. A circulação da revista se deu durante nove anos ininterruptos (1916-1925), o que exigiu um recorte cronológico de estudo: de janeiro de 1922 a maio de 1925. Desse período, foram selecionadas dezessete crônicas inéditas que tratavam de assuntos culturais. A análise considerou as especificidades composicionais e estilísticas de cada autor, e a contextualização de sua esfera periodística, adotando a perspectiva teórico-metodológica de Mikhail “Bakhtin e o Círculo”, especialmente as noções de gêneros discursivos e de formas do discurso do outro. No conjunto dos textos, foram recuperadas diversas vozes que construíam a identidade brasileira, e foram organizadas em três matrizes: a presença francesa, a presença brasileira e uma presença paulista. O resultado das análises mostrou que as crônicas de cultura da Revista do Brasil ergueram um coro aberto de linguagens estrangeiras e nacionais, construindo um verdadeiro laboratório de brasilidade. (AU)