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Novo Mundo, contra-mundo, mesmo mundo: viajantes de língua alemã no Brasil (1893-1942)

Processo: 10/52572-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de março de 2011 - 29 de fevereiro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Karen Macknow Lisboa
Beneficiário:Karen Macknow Lisboa
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Imperialismo  Eurocentrismo  Literatura de viagens  Migração humana 

Resumo

O livro é resultado de uma pesquisa de doutorado em que são investigados os escritos de autores de língua alemã que viajaram pelo Brasil do final do século XIX a meados do XX. Diante da política imperialista e colonizadora do Império alemão, da derrocada do império colonial alemão, da breve república e da ascensão do nazismo, perscruta-se nesse trabalho a imagens que esses estrangeiros produziram acerca da mestiçagem, dos negros, das mulheres, dos "brasileiros" e dos imigrantes, especialmente alemães. Igualmente procura-se refletir sobre o diálogo entre a história e a literatura de viagem, contextualizando estes escritos, marcados por uma grande heterogeneidade (autores com perfis muito díspares, diferentes motivações de viagens, de tipos e de estilos narrativos) no Brasil da República Velha, da pós-abolição, dos grandes fluxos migratórios, do movimento modernista, da ascensão de Vargas e do Estado Novo. Procura-se analisar de que forma esses autores constroem a alteridade reiterando e/ou questionando o seu eurocentrismo e até que ponto dialogam com a produção intelectual brasileira. Considerando a queda do imperialismo alemão após a Primeira Guerra Mundial, analisa-se as transformações do olhar do alemão/europeu sobre o país. Diante da política racial perpetrada pelo nazismo, investiga-se igualmente as visões desses autores a respeito de um país que desejava-se ver como racialmente pacífico. Por fim, analisa-se os projetos “civilizadores” que alguns desses autores prescrevem no Brasil. (AU)

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