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(In)tensões críticas no e do interior do pensamento kierkegaardiano ou o filosofar crítico encravado numa filosofia abstrata

Resumo

A tese trata das potencialidades críticas do pensamento kierkegaardiano diante da crise aguda de um pensar crítico, padronizado este por duvidosos sujeitos esclarecidos que se veem absurdamente impotentes em experimentar sua própria subjetividade. Com o estranhamento absurdo de si, que ao deslocar a dúvida clássica do objeto para o sujeito problematiza os fundamentos subjetivos de uma modernidade modernizadora, um pensar ambiguamente crítico se diferencia de determinações abstratas do ser passando pelo que resiste de modo negativo como historicamente recalcado em cada padronizada abstração. E será seguindo a tese doutoral adomiana sobre a ambiguidade kierkegaardiana que veremos como esses movimentos crítico-dialéticos não se cristalizam numa antologia existencial que tenderia a normatizar, como em Heidegger, a patologia histórica de um sem-sentido mais que absurdo. Um pensar anti-normativo objetivamente encravado de modo subjetivo no limiar histórico de sua própria falência se impulsiona autocriticamente para fora de si, mas isso para ensaiar imanentemente diferenciações qualitativas e não para efetivar, pré-criticamente, uma concretude imediata. Já a efetiva reconciliação com o sistematicamente recalcado passa propriamente pela superação do problema histórico numa situação pós-crítica de uma abstração totalitária. (AU)

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