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Exercício docente: posição social e condições de trabalho de professores

Processo: 10/17543-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de dezembro de 2010 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Tópicos Específicos de Educação
Pesquisador responsável:Marieta Gouvêa de Oliveira Penna
Beneficiário:Marieta Gouvêa de Oliveira Penna
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Assunto(s):Cultura escolar 

Resumo

O tema da pesquisa é o exercício docente de professores do ciclo I do ensino fundamental em escolas públicas do estado de São Paulo, a partir de perspectiva sociológica. Tendo por base a teoria da ação elaborada por Pierre Bourdieu, a docência é compreendida como função social, com o objetivo de analisar as condições materiais às quais os professores estão submetidos e a posição ocupada por eles no espaço das relações sociais. Para tanto, são analisados aspectos relacionados à origem social, trajetória e pertença de classe dos professores, com o intuito de detectar facetas do habitus familiar dos agentes que têm se dedicado ao exercício dessa função. São analisados também aspectos das condições de trabalho dos professores; do capital cultural; das relações que estabelecem com o conhecimento no exercício da função; bem como das práticas por eles realizadas e que foram relatadas em seus depoimentos, que constituem e são constituídos por facetas do habitus relacionado à docência nesse segmento da escolarização que, por sua vez, expressam a cultura escolar historicamente instituída. Foram realizadas entrevistas e respondidos questionários por professores, pais, alunos, coordenadores e diretores. Os dados da pesquisa evidenciaram que por sua origem os professores pertencem às camadas populares, mas que o exercício docente representou possibilidade de ascensão social, posicionando-os nas classes médias. Destaca-se que o exercício docente, mesmo desvalorizado socialmente, possibilita aos professores estabelecerem estratégias de distinção e amealharem capital simbólico, além de significar melhorias em suas condições de vida em termos de capital cultural e econômico. (AU)