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Avaliação da educação: diversas abordagens críticas

Processo: 11/00386-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de abril de 2011 - 31 de março de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Educação - Planejamento e Avaliação Educacional
Pesquisador responsável:José Carlos Rothen
Beneficiário:José Carlos Rothen
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos, SP, Brasil
Assunto(s):Avaliação da educação  Acreditação  Trabalho docente 

Resumo

Nos anos de 1990, a avaliação da educação tornou-se central no desenvolvimento das políticas públicas para o setor. Já nesse século a idéia da inevitabilidade da avaliação faz parte do imaginário social: como mecanismo primordial na garantia da qualidade. A coletânea é resultado da interlocução entre pesquisadores - que transitam pela ANPED, principalmente no GT Políticas de Educação Superior - no contexto da pesquisa desenvolvida pelos organizadores: Avaliação das Instituições Brasileiras de Educação Superior: política, história, concepções, atores e marcos legislativos. A coletânea objetiva discutir criticamente os usos das avaliações, os princípios que as norteiam e contribuir para a sua desnaturalização. Discutem-se como os processos de avaliação foram implantados e tornaram-se, na visão social, inevitáveis? Quais são as suas conseqüências para as práticas educativas? Quais são as conseqüências da sua centralidade nas políticas públicas?José Dias Sobrinho faz resgate histórico-conceitual sobre os termos acreditação e avaliação da educação. Ao resumir-se a avaliação a um instrumento de acreditação, a compreensão do que seja qualidade na educação passa a ser definida fora do embate de concepções e de valores que caracterizam a vida acadêmica. Visando a comparação de instituições, cursos e diplomas, bem como a mobilidade de alunos e de pesquisadores, busca-se a homogeneização. A acreditação supervaloriza os indicadores objetivos em detrimento da construção coletiva da qualidade social da educação.Ana Hey, Afrânio Catani, Mário Azevedo discutem a avaliação no campo universitário brasileiro. A partir da narração e analises de alguns casos ocorridos na USP, resgatam o processo de naturalização da avaliação. Apontam que no campo acadêmico passou-se a atuar no sentido de atender os indicadores que subsidiarão os raqueamentos e aos mecanismos de concorrência no mercado educacional.Eduardo Pinto e Silva e João dos Reis Silva Jr, a partir de entrevistas com professores da pós-graduação, analisam as conseqüências da intensificação do trabalho, induzida pelo sistema de avaliação, para as relações de trabalho e saúde. Apontam para a desumanização, o estranhamento e o sofrimento, relacionando-os à avaliação heterônoma da pós-graduação. O binômio avaliação/financiamento da pesquisa induz o pesquisador a sacrificar a sua produção do conhecimento, em nome da quantidade de produtos acadêmicos e de conhecimentos necessários à valoração do capital.Gladys Barreyro e José C. Rothen analisam os caminhos da avaliação da educação superior. O texto mostra a passagem do modelo emancipatório do PAIUB para o modelo regulatório implantando no governo FHC. Resgata-se o embate, no governo Lula, entre as duas concepções e a tentativa de institucionalização da política de avaliação como monitoramento e regulação do sistema e as suas limitações. Conclui-se se com um balanço da consolidação da avaliação como uma política de Estado.José Vieira de Sousa analisa o Exame Nacional do Ensino Médio e suas transformações. Recupera sua criação em 1998, no marco das políticas educacionais do "Estado Avaliador", em que visava avaliar as habilidades e competências dos estudantes, e analisa seu posterior funcionamento como mecanismo de seleção para obtenção de bolsas em instituições privadas no marco do PROUNI, até o momento atual em que o "novo ENEM" passa a ser considerado na seleção para ingresso em instituições federais de educação superior.Dirce Freitas analisa a avaliação em larga escala como uma das estratégias da centralização da regulação da educação básica. Contextualiza a educação na institucionalidade federativa, caracterizando a regulação da educação básica empreendida pela União, nela situando a avaliação. Explica as transformações ocorridas na avaliação da educação básica. Assinala as limitações da avaliação externa em larga escala e, explica a diminuição da crítica acadêmica à lógica que prevalece no uso da avaliação da educação básica. (AU)

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