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Interação e Intercidades: a comunicação regional na reconstrução dos espaços

Resumo

Novas relações se estabelecem a partir de práticas sociais resultantes da intervenção dos meios de comunicação de massa na vida social. As noções de tempo e espaço se alteram com novos modelos de cultura que se confrontam e passam a interagir até mesmo por meandros que vão além das relações humanas. Tais mudanças não requerem apoio ou contestação das sociedades que acabam se remodelando por novas estruturas. É isso que ocorre com as emissoras de televisão que não são cabeças de rede. Aparentemente constituem-se regionais, mas na prática, assumem um sentido de produção local, em confronto com suas propostas. Nesse sentido, atuam em territórios determinados que se desterrritorializam e se reterritorializam a partir da área de cobertura. Nesse perfil, enquadram-se os municípios paulistas de Sorocaba e Jundiaí, que desde 1998, foram unificados midiaticamente pelo sinal da TV TEM, afiliada da Rede Globo. Justamente pela falta de relação aparente dessas cidades, cujas formações culturais são antagônicas, resolvemos pesquisar como a emissora se comporta na produção jornalística dessas localidades. Sabe-se que a audiência critica os conteúdos disponíveis por entendê-los parciais. Se do ponto de vista jornalístico e de entretenimento, essa regionalização não parece a mais ideal, no mercado publicitário, criou-se um novo nicho que permitiu, inclusive, um movimento migratório de empresas estabelecidas nessas duas cidades. O objetivo deste trabalho é identificar trocas culturais estabelecidas na relação entre Sorocaba e Jundiaí, sob a intervenção da TV TEM. Para chegar a esse resultado, selecionamos reportagens que foram avaliadas e submetidas à proposta de quatro tipologias do Jornalismo, utilizadas para mensurar o filtro pelo qual a TV TEM seleciona fatos contextualizados em notícias no seu principal telejornal, o Tem Notícias Primeira Edição, que se divide em dois estúdios: um em Sorocaba, outro em Jundiaí. Isto é uma mostra nítida de que esse espaço é um não-lugar, carente de uma observação mais atenta dos seus produtores para a veiculação de mensagens. (AU)