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Relações de trabalho, condições de vida e subjetividade: entre o trabalho dividido e o trabalho em cooperação

Processo: 05/51024-0
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de agosto de 2005 - 30 de novembro de 2009
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Sociologia do Desenvolvimento
Pesquisador responsável:Rosemeire Aparecida Scopinho
Beneficiário:Rosemeire Aparecida Scopinho
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Auxílios(s) vinculado(s):10/19523-5 - Relações de trabalho, condições de vida e subjetividade: entre o trabalho dividido e o trabalho em cooperação, PUB.LVR.BR
Bolsa(s) vinculada(s):09/04681-7 - Representações sociais de estudantes negros: universidade e trabalho, BP.MS
08/58778-9 - De sem-terra a sem terra: memórias e identidades de trabalhadores rurais assentados, BP.IC
07/59120-4 - Controle social e participação popular na gestão da política de saúde no município de São Carlos-SP, BP.IC
05/60392-3 - Relações de trabalho, condições de vida e subjetividade: entre o trabalho dividido e o trabalho em cooperação, BP.TT
Assunto(s):Trabalhadores  Condições de trabalho  Relações de trabalho  Cooperação  Autogestão  Saúde do trabalhador 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Investindo...pesquisadores_391_273_274.pdf

Resumo

O estudo da relação trabalho-condição de vida vem sendo realizado, predominantemente, em organizações formais capitalistas urbanas, públicas ou privadas, organizadas sob o princípio da heterogestão. No contexto da proliferação das organizações de trabalho cooperado e autogestionário, é importante avaliar o potencial que elas possuem para contribuir na solução de problemas relacionados ao desemprego, à miséria e ao desenraizamento social. Na macrorregião de Ribeirão Preto-SP, uma das regiões agrícolas mais importantes do país, a consequência mais nociva da reestruturação produtiva é o desemprego estrutural e a precarização do trabalho, resultante do processo de inovações tecnológicas e organizacionais em curso, especialmente no setor sucroalcooleiro. A sociedade regional vem discutindo alternativas de geração de emprego e renda destacando-se, entre elas, a retomada da discussão e a ação dos movimentos sociais organizados em favor da reforma agrária, como forma de garantir as condições de existência dos trabalhadores rurais. Utilizando o referencial da epidemiologia social, pretende-se estudar as relações que se estabelecem entre mudanças nas relações de trabalho, condições de vida e subjetividade entre os trabalhadores rurais do assentamento Sepé Tiarajú, localizado na macrorregião de Ribeirão Preto-SP. Por meio de pesquisa bibliográfica e documental, da realização de entrevistas semiestruturadas individuais e coletivas, de observações participantes e da organização de grupos de discussão e seminários, objetiva-se especificamente: 1) caracterizar o perfil sociocultural das famílias, em termos de origens, trajetórias, experiências de trabalho anterior, expectativas de vida e representações sobre cooperação; 2) identificar o perfil epidemiológico da comunidade; 3) realizar um mapeamento das necessidades e dos modos cotidianos instituídos para lidar com os problemas emergentes, no que refere à gestão da produção, aos cuidados com a saúde e o meio ambiente e à formação técnica e política dos assentados; 4) compreender como se dão as relações de gênero e o papel da mulher nas práticas de cuidado com a saúde e o meio ambiente e de formação dos assentados. Espera-se reunir subsídios para contribuir com a construção de indicadores de avaliação das condições de vida, a elaboração e implementação de programas de promoção da saúde da comunidade e de formação e capacitação dos sujeitos para a gestão dos assentamentos. (AU)