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A política monetária e o longo-prazo no Brasil

Processo: 05/58620-8
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Apoio a Jovens Pesquisadores
Vigência: 01 de dezembro de 2006 - 30 de novembro de 2010
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia - Economia Monetária e Fiscal
Pesquisador responsável:Alex Luiz Ferreira
Beneficiário:Alex Luiz Ferreira
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEARP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Política monetária  Moeda (economia)  Taxa de juros  Seleção de modelos  Análise de séries temporais  Brasil 
Publicação FAPESP:http://media.fapesp.br/bv/uploads/pdfs/Investindo...pesquisadores_368_260_261.pdf

Resumo

A teoria econômica tradicional sugere que mudanças na quantidade de moeda ou na taxa de juros influenciam as flutuações do produto sobre o seu potencial, mas não a tendência de crescimento. Desta forma, a política monetária - seja ela altamente restritiva ou expansionária - não afetaria o crescimento de longo-prazo da economia. Por outro lado, há uma corrente da literatura econômica que enfatiza a possibilidade de crescimento endógeno e, portanto, fenômenos monetários poderiam impactar o produto real. Embora o lado teórico desta corrente seja relativamente desenvolvido, não há trabalhos empíricos que investigam a relação de longo-prazo entre o produto real e a taxa de juros nominal, especialmente em países emergentes. Nossa pesquisa pretende analisar, sob a luz de novos desenvolvimentos econométricos, se existe uma relação estatística entre o instrumento de política monetária comumente usada por bancos centrais, a taxa de juros, e o produto real. A amostra de países incluirá o Brasil entre outras economias emergentes. Outra contribuição do trabalho é investigar um dos possíveis canais de transmissão de problemas monetários para o lado real da economia. O objetivo é verificar se existe uma relação entre as decisões do Copom e variáveis como o câmbio, IBOVESPA e EMBI+ (entendido como uma medida de risco-país). A racionalidade deste canal se baseia nas hipóteses de dominância fiscal e na existência de assimetrias de informação. Sua motivação teórica também está relacionada com a literatura que investiga a relação entre a taxa de câmbio e notícias (news). (AU)