Busca avançada
Ano de início
Entree

Avaliação da interação biológica entre os implantes de poliuretana de mamona e quitosana associados a fosfato de cálcio com o tecido receptor em modelo experimental de falha óssea no osso terceiro metacarpiano de equinos

Processo: 11/09825-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 31 de agosto de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Clínica e Cirurgia Animal
Pesquisador responsável:André Luis do Valle de Zoppa
Beneficiário:André Luis do Valle de Zoppa
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Fernanda Silveira Nóbrega ; Mariana Baroni Selim ; Paula de Carvalho Papa Keohane ; Stefano Carlo Filippo Hagen
Assunto(s):Ortopedia e traumatologia veterinária  Equinos  Regeneração óssea  Implante ósseo animal  Teste de biocompatibilidade  Quitosana  Mamona 

Resumo

A regeneração de defeitos provocada pela perda de tecido ósseo, resultantes de traumas ou doenças, permanece como um desafio terapêutico em ortopedia, porque o rápido crescimento de tecido conjuntivo impede ou dificulta a formação de novo tecido ósseo. Na ortopedia veterinária, muitas vezes, são necessárias grandes reparações em função de perdas ósseas, sejam de origem cirúrgica ou patológica, tornando-se indispensável o uso de implante para correção estética e funcional. Muitos modelos experimentais são utilizados para estudar o processo de consolidação de fraturas, no entanto, devido às diferenças anatômicas, biológicas e técnicas, nem sempre os modelos possuem parâmetros adequados para a espécie de interesse. Estes desafios têm incentivado pesquisadores a desenvolver e estudar a compatibilidade de diferentes tipos de implantes para promover melhor reparação de áreas ósseas lesadas. Os polímeros naturais são geralmente biodegradáveis e possuem excelente biocompatibilidade quando comparados aos polímeros sintéticos. A mamona é um biomaterial substituto do tecido ósseo e pode ser utilizada no preenchimento de defeitos ou perdas ósseas. A quitosana, outro biomaterial natural, fomenta o crescimento celular através da forte aderência que as células adquirem com o polímero e proliferam em maior velocidade. Este estudo propõe avaliar o processo de reparação tecidual e o comportamento do implante de polímero de mamona ou quitosana acrescidos de fosfato de cálcio no tecido receptor a partir de falhas ósseas experimentais no osso III metacarpiano de equinos. Serão utilizados seis equinos machos e, sob anestesia geral inalatória, em cada III metacarpiano, será confeccionada uma falha óssea circular de 15 mm de diâmetro com trefina, onde a profundidade da falha será determinada individualmente e seu limite será a transposição completa da cortical-cis. O local da falha será previamente determinado por meio de radiografia digital transcirúrigica na projeção dorso palmar que padronizará o ponto em cada animal (oito centímetros distante da superfície articular proximal - carpo-metacarpo) e em um ponto médio central na distância transversal). Posteriormente, em cada falha e de forma aleatória, serão implantados os polímeros de mamona ou quitosana, sendo que em um mesmo animal serão implantados os dois polímeros (um em cada membro). Os animais serão avaliados segundo o grau de claudicação (antes de serem submetidos ao procedimento cirúrgico todos os animais serão avaliados e sua andadura registrada para comparação e avaliação do grau de claudicação), avaliação física (diariamente será realizada avaliação da ferida cirúrgica quanto à condição da sutura, infecção e reação inflamatória, avaliação radiológica (todos os animais terão os III metacarpianos radiografados no pré-cirúrgico, no pós-cirúrgico imediato, semanalmente até 30 dias de pós-operatório e mensalmente para observação da evolução do processo de implantação dos enxertos até 180 dias de pós-operatório), avaliação ultrassonográfica (no pré-operatório a região dorsal dos metacarpos será analisada, semanalmente até 30 dias de pós-operatório e mensalmente para observação da evolução do processo de implantação dos implantes até 180 dias de pós-operatório), avaliação termográfica (os animais serão analisados antes de serem submetidos ao procedimento cirúrgico, no pós-operatório imediato e diariamente até 30 dias para avaliar padrão circulatório, fluxo sanguíneo e processo inflamatório), avaliação histológica (após 180 dias os animais serão novamente submetidos à anestesia geral e a área do implante será acessada, de forma cirúrgica, para coleta de fragmento da região receptora do implante. Este material será processado e ao término do processo as lâminas serão avaliadas histologicamente). (AU)