Busca avançada
Ano de início
Entree

Consciência e liberdade em Sartre: por uma perspectiva ética

Resumo

Falar da consciência e da liberdade como possibilidade de se estabelecer uma perspectiva moral em Sartre é falar do advento da moral sobre a necessidade da História e de suas mediações, da possibilidade de alterar as relações com o outro. O homem sartreano é uma individualidade irredutível, ele não poderá ser sintetizado em nenhum tipo de fundamento. O Bem, a norma, a Moral poderão existir como categoria concreta (e não abstrata), isto é, apenas em ato histórico. A moral possibilitará ao homem a constante fuga perante as cristalizações da História. Ele não poderá fugir do dever ontológico de dar sentido ao ser, um sentido que se realizará na ação humana como resultante de uma liberdade diante de outras liberdades. Deste modo, apenas será possível falar de critérios de bem, de mal, dentro de uma perspectiva histórica e por meio de referências temporais. O homem, ser-no-mundo em contato com os outros, permitirá conceber o empreendimento moral apenas realizando-se no seio de um compromisso concreto no mundo, por uma moral que assuma as condições reais da ação. Enquanto contingência e finitude, o ser humano se compreenderá por meio da historialização da busca do ser, possibilitando-nos falar de uma moral da conversão à autenticidade. Desde La transcendance de l'ego, passando pelo L'être et le néant e Vérité et Existence, até o Cahiers pour une morale, será possível estabelecer o itinerário filosófico sartriano para estabelecer e compreender sua moral. (AU)