| Processo: | 11/50089-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas - PIPE |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacognosia |
| Pesquisador responsável: | Andresa Aparecida Berretta e Silva |
| Beneficiário: | Andresa Aparecida Berretta e Silva |
| Empresa: | Apis Flora Industrial e Comercial Ltda |
| Auxílio(s) vinculado(s): | 13/50496-2 - Desenvolvimento de um medicamento para tratamento de candidíase vulvovaginal, AP.PIPE |
| Assunto(s): | Candidíase Candidemia Desenvolvimento de produtos Fármacos Própolis |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atividade Anti-Candida | Candidemia | Candidiase | Desenvolvimento Produto | Propolis |
Resumo
A candidíase representa cerca de 80% das infecções fúngicas no ambiente hospitalar e, ainda, é a quarta causa mais comum de infecções de corrente sanguínea, respondendo por cerca de 8% dos casos, com taxas de mortalidade geral na ordem de 40 a 60%, o que tem tomado esta complicação infecciosa e crescente em incidência um grande desafio. Não existe atualmente um tratamento eficaz para esta enfermidade. Têm-se utilizado dois principais agentes antifúngicos: os antibióticos poliênicos (anfotericina B e nistatina) e os derivados azólicos (cetoconazol, itraconazol e fluconazol). Ocorre que o primeiro grupo apresenta toxicidade bastante elevada, o que limita seu uso, e o segundo tem perdido eficácia ao longo dos anos, pois seu uso excessivo levou a um grande crescimento de cepas resistentes, além de causarem resistência cruzada. Destarte, em face desse panorama em que se considera o grande aumento na incidência das infecções fúngicas sistêmicas e o consequente aumento na mortalidade populacional relacionada, percebemos a necessidade de novos fármacos que ofereçam um tratamento seguro e eficaz, tanto nas infecções por Candida generalizada quanto em uso tópico, como nas candidíases (vaginal e oral). E aqui reside a invenção proposta, ou seja, tentar avaliar se o Extrato de Própolis (EPP-AF) tem atuação nas candidemias (modelo sistêmico) - estudo inédito para a própolis, e também em modelos de uso tópico. Nosso grupo tem trabalhado há alguns anos na padronização química, avaliação pré-clínica de eficácia e segurança, tendo recentemente demonstrado a reprodutibilidade lote-a-lote dos extratos de própolis (EPP-AF®) objeto do presente estudo. Esse conjunto de informações coloca a empresa em vantagens competitiva frente a outros grupos, já que está conseguindo compilar informações específicas de um "blend" de própolis já com pedido de patente depositado pela empresa (PI 0405483-0), inclusive para a atividade pretendida no presente projeto. Diante de dados recentes de nossa equipe, demonstrando que o mecanismo de ação da própolis, em modelo fúngico, envolve a função mitocondrial, acidez vacuolar e autofagia, distinta dos mecanismos dos principais medicamentos, acreditamos estar diante de um o produto que, além da alta eficácia, baixos efeitos colaterais e baixo custo, apresenta o diferencial de atuar tanto no microrganismo (por indução de apoptose e necrose) como no hospedeiro através da atividade imunomoduladora, inédita até entre os antibióticos tradicionais, e fundamental para o sucesso do tratamento nos principais acometidos da doença - os imunossuprimidos. (AU)
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