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A fronteira agrícola centro-norte brasileira: regionalizacao,mobilidade de trabalho, modernização, propriedade da terra e processo de urbanização

Processo: 11/50606-7
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 31 de agosto de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia
Pesquisador responsável:Vicente Eudes Lemos Alves
Beneficiário:Vicente Eudes Lemos Alves
Instituição-sede: Instituto de Geociências (IG). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):12/05376-6 - A fronteira agrícola centro-norte brasileira: regionalização, mobilidade do trabalho, modernização, propriedade da terra e processo de urbanização, BP.TT
Assunto(s):Urbanização  Fronteira agrícola  Migração humana  Regionalização  Modernização da agricultura 

Resumo

Propõe-se com o presente projeto de pesquisa investigar a dinâmica territorial na hinterlândia brasileira, especialmente a fronteira agrícola do centro-norte do país. Esta região em formação vem adquirindo, nas últimas décadas, uma nova dinâmica sócio-espacial que se origina do crescimento da produção agrícola moderna, mas também da instalação de indústrias, de comércio e de serviços variados. As mudanças indicam que tanto as áreas rurais quanto as urbanas assumem novos conteúdos espaciais, econômicos e demográficos, que resultam da presença de agricultores modernos e de empresas hegemônicas, assim como, de uma legião de trabalhadores empobrecidos em busca de uma ocupação. Além disso, nos últimos anos vem se verificando a presença de agentes estrangeiros (dentre eles representantes de Estados nacionais) interessados na aquisição de terras para produção agrícola. Estes fatores atribuem à fronteira agrícola do centro-norte brasileiro uma significativa diversidade trazendo novos desafios para análise de sua geografia. O fato da ocupação do país ter ocorrido do litoral para o interior, e de tal processo ainda não ter se completado na sua totalidade, produziu arranjos espaciais distintos, uns mais consolidados e outros ainda em formação. Interessa-nos especialmente esses últimos, que apresentam grande dinamismo de transformações espaciais. Propõe-se, dessa forma, estudar a formação e a organização atual da fronteira agrícola brasileira, correspondendo especialmente à extensão territorial de cobertura de cerrados dos estados da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins. Temos como hipótese principal que este novo espaço de interesse do capital, recentemente denominado por Júlia Adão Bernardes (2009) de BAMAPITO, poderá se configurar numa nova regionalização do território brasileiro. (AU)