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Avaliação quantitativa de variações genéticas raras e comuns no sistema dopaminérgico relacionadas ao transtorno de déficit de atenção/hiperatividade e aos seus fenótipos intermediários

Processo: 11/06594-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 28 de fevereiro de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Molecular e de Microorganismos
Pesquisador responsável:Helena Paula Brentani
Beneficiário:Helena Paula Brentani
Instituição-sede: A C Camargo Cancer Center. Fundação Antonio Prudente (FAP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Dirce Maria Carraro ; Eurípedes Constantino Miguel Filho ; Guilherme Vanoni Polanczyk
Assunto(s):Genética molecular  Polimorfismo genético  Análise de sequência de DNA  Transtorno do deficit de atenção com hiperatividade 

Resumo

O Transtorno de Déficit de Atenção / Hiperatividade (TDAH) é um dos transtornos mentais mais comuns da infância e está associado a um importante impacto individual e social. A maior parte dos indivíduos afetados persiste com sintomas ou prejuízo funcional significativo até a idade adulta, o que o caracteriza como uma condição médica crônica. Neste transtorno mental, fatores genéticos têm um importante papel, mas sua natureza complexa, ou seja, muitos genes de pequeno efeito, podem estar envolvidos, tornando-o uma doença poligênica multifatorial. Assim torna-se importante determinar não apenas os fatores ambientais de risco envolvidos, mas também os fatores genéticos de suscetibilidade ou predisposição. Vários estudos apontam para a participação do sistema dopaminérgico nos mecanismos fisiopatológicos do TDAH. Embora o estudo de genes candidatos relacionados com este sistema tenham alguns resultados positivos, sua replicabilidade é baixa e nenhum consegue explicar mais que 5% da variação fenotípica do TDAH. As técnicas mais recentes de biologia molecular, que permitiram estudos de larga escala de genoma completo (GWAS) analisando milhares de variantes comuns de base única (SNPs) são uma ferramenta promissora quando comparados com estudos de associação de variações de genes únicos. Porém, não encontraram associações estatisticamente significantes para variantes comuns, além do fato de que o paradigma "doença comum, gene comum" parece não ser verdadeiro para maioria dos casos de doenças complexas como o TDHA. Recentes estudos de variações de número de cópias (CNV) mostraram alguns CNV raros associados com TDAH, porém replicações são necessárias. O sequenciamento de alta cobertura ou de próxima geração, do inglês High-Throughput Sequencing ou Next Generation Sequencing permite um aumento significativo da capacidade de examinar a contribuição de variantes raras e comuns, assim como dos CNVs, no desenvolvimento do TDHA. O objetivo deste estudo é investigar a relação entre TDAH e fenótipos intermediários ligados a esse transtorno e todos os polimorfismos, VNTRs e CNVs dos principais genes da via dopaminérgica, utilizando o sequenciamento de alto desempenho. (AU)