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Cinema e cidade: mobilidade, oralidade e precariedade no cinema de Ozualdo Candeias (1967-1992)

Processo: 11/50439-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de setembro de 2011 - 28 de fevereiro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História
Pesquisador responsável:Maria do Rosario da Cunha Peixoto
Beneficiário:Maria do Rosario da Cunha Peixoto
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Sociais. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cultura (sociologia)  Estética (arte)  Cinema  Filmes  Cidades  Livros  Publicações de divulgação científica 

Resumo

Esta tese interpreta o processo criativo do o cineasta Ozualdo Candeias que, a partir da criação da estética da precariedade, inventou procedimentos cinematográficos para narrar o processo de desestruturação do mundo rural paulistano seu encontro com a cidade. A desterritorialização geográfica e cultural e o movimento de reconstituição e ressignificação de novos territórios na cidade foram constituídos esteticamente através da mobilidade e oralidade das populações rurais recebidas pela cidade e da precariedade urbana. Entre as temáticas enfrentadas neste trabalho destacam-se: a experiência histórica do cinema da "Boca do Lixo" e sua importância na trajetória de Candeias como morador da cidade e cineasta. Partindo dos fragmentos de memória registra dos em depoimentos publicados, das fotografias e documentários sobre o "Cine boca", interpretam-se os sentidos que o diretor atribuiu à rua do Triunfo como espaço social da "gente de cinema" e de outras sociabilidades que ancoravam suas existências naquela rua adjacências; outro aspecto enfatizado: a representação cinematográfica do processo de desterritorialização e reterritorialização do caipira na cidade, processo esse entrelaçado à experiência de deslocamento cultural também vivido por Candeias. Finalmente, foram abordados os elementos do que aqui se convencionou nomear de "estética da precariedade", a saber; a mobilidade, a oralidade e a precariedade esteticamente elaboradas através das mesclas entre ficção e documentário, da desconstrução de clichês do cinema clássico em tomo da fotogenia, da digênese, dos cenários, dos personagens e da montagem. (AU)