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Dendrímeros como nanocarreadores na administração ocular de fármacos usando iontoforese

Processo: 11/11305-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 31 de julho de 2014
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Farmácia - Farmacotecnia
Pesquisador responsável:Renata Fonseca Vianna Lopez
Beneficiário:Renata Fonseca Vianna Lopez
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Oftalmopatias 

Resumo

A administração tópica de fármacos para o tratamento de doenças oculares, apesar de bastante conveniente para o paciente, raramente possibilita alta biodisponibilidade do fármaco administrado, principalmente nos segmentos posteriores do olho. O desenvolvimento de estratégias que possibilitem a aplicação tópica efetiva desses fármacos seria de grande valia para o tratamento dessas doenças e conforto do paciente. Uma estratégia promissora é o desenvolvimento de sistemas de liberação que possibilitem um maior tempo de residência do fármaco na superfície ocular, e que facilitem sua penetração até os segmentos posteriores do olho. Os dendrímeros são uma classe especial de polímeros que apresentam estrutura muito ramificada e regular e podem servir como sistemas de liberação tópica de fármacos. Os de poliamidoamina de geração 4 (PAMAM G4) apresentam em torno de 4 nm e diferentes grupos funcionais periféricos. Sua arquitetura original possibilita a interação com fármacos muito ou pouco solúveis em água, formando complexos via encapsulamento molecular, com ligações covalentes e não covalentes. Dependendo das características finais dos complexos dendrímeros-fármacos obtidos eles podem interagir com a superfície ocular aumentando o tempo de residência do fármaco no olho. Se, aliado a isto o dendrímero for capaz de entrar na córnea ou até mesmo no humor vítreo, ele pode possibilitar a liberação do fármaco nele encapsulado direcionada para o local do olho que se pretende tratar. Como os complexos PAMAM G4-fármacos apresentam normalmente mais de 30 nm, sua penetração passiva através das membranas oculares é pouco provável. A aplicação de uma corrente elétrica fraca de baixa intensidade na formulação, conhecida como iontoforese, deve favorecer tanto a penetração ocular do fármaco como a do próprio dendrímero. No entanto, a influência da iontoforese na penetração ocular de dendrímeros nunca foi estudada. Sendo assim, o objetivo deste projeto é preparar e caracterizar dendrímeros contendo um fármaco modelo lipofílico (dexametasona) e um hidrofílico (ganciclovir), separadamente, e estudar a absorção ocular passiva e iontoforética dessas substâncias a partir dos dendrímeros desenvolvidos em modelos in vitro e in vivo. A capacidade dos complexos dendrímeros-fármacos, a partir de dendrímeros com diferentes grupos funcionais, de prolongar o tempo de residência dos fármacos no olho será avaliada in vivo. A influência da iontoforese na penetração das formulações contendo os sistemas de liberação desenvolvidos será avaliada in vitro e in vivo através da quantificação dos fármacos e do dendrímero nos diferentes segmentos do olho. Por fim, os mecanismos iontoforéticos que influenciam na liberação e penetração ocular de fámacos hidro e lipofílicos, administrados sozinhos ou encapsulados nos dendrímeros, serão estudados na tentativa de propor formulações eficientes para a via de administração tópica visando o tratamento de patologias oculares. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SOUZA, JOEL G.; DIAS, KARINA; SILVA, SILAS A. M.; DE REZENDE, LUCAS C. D.; ROCHA, EDUARDO M.; EMERY, FLAVIO S.; LOPEZ, RENATA F. V. Transcorneal iontophoresis of dendrimers: PAMAM corneal penetration and dexamethasone delivery. JOURNAL OF CONTROLLED RELEASE, v. 200, p. 115-124, FEB 28 2015. Citações Web of Science: 24.

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