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Avaliação de polimorfismos do gene FSHr, Amh e AMHR2 em mulheres inférteis e sua correlação com resultados de reprodução assistida

Processo: 11/08681-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 30 de setembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Bianca Alves Vieira Bianco
Beneficiário:Bianca Alves Vieira Bianco
Instituição-sede: Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Organização Social de Saúde. Fundação do ABC. Santo André , SP, Brasil
Pesq. associados:Caio Parente Barbosa ; Denise Maria Christofolini
Assunto(s):Reprodução humana  Infertilidade feminina  Técnicas de reprodução assistida  Indução da ovulação  Polimorfismo genético  Receptores do FSH  Hormônio antimülleriano 

Resumo

A infertilidade acomete cerca de 20% dos casais em idade fértil. O estudo de polimorfismos de genes que regulam a função reprodutiva feminina pode ajudar a esclarecer os mecanismos responsáveis pela função gonadal e fertilidade em humanos. Em reprodução humana assistida, a resposta a hiperestimulação ovariana controlada é variável e é difícil de ser prevista. Em mulheres jovens ovulatórias submetidas à fertilização in vitro (FIV), o protocolo de estimulação padrão pode resultar tanto em resposta satisfatória, quanto em resposta inadequada que exige o ajuste da dose de FSH ou na síndrome de hiperestimulação ovariana, uma complicação grave e potencialmente fatal da FIV. A identificação de pacientes com potencial para desenvolver hiper-resposta ou resposta inadequada ao tratamento padrão seria de grande auxílio clínico. Vários parâmetros têm sido postulados como preditores da resposta ovariana. O nível de FSH basal no terceiro dia do ciclo parece ter a melhor capacidade preditiva, mas uma significativa variabilidade intraindividual de ciclo para ciclo tem sido observada. O receptor de FSH (FSHR) também desempenha um papel importante na regulação da gametogênese e um screening mutacional do FSHR revelou a presença de dois polimorfismos comuns no éxon 10 (Ala307Thr e Asn680Ser). Estudos mostraram que esses polimorfismos influenciam a conformação da proteína e parecem afetar a sensibilidade dos ovários ao FSH em mulheres submetidas à indução da ovulação para tratamento por reprodução assistida. Assim, tem sido sugerido que polimorfismos no gene FSHR podem ser marcadores preditivos para medir a resposta ovariana em mulheres submetidas a tratamentos para reprodução assistida, mas ainda com resultados conflitantes. O hormônio anti-müleriano (AMH) também está envolvido na regulação do crescimento folicular. Estudos em camundongos knockout para o gene AMH demonstraram que, na ausência de AMH, os folículos são recrutados em um ritmo mais rápido e são mais sensíveis ao FSH, sugerindo que esse hormônio pode inibir início do crescimento do folículo primordial e o crescimento induzido pelo FSH. Além disso, estudos em mulheres normo-ovulatórias demonstraram associação de polimorfismos do gene AMH e de seu receptor AMHR2 com os níveis de estradiol durante a fase folicular precoce do ciclo menstrual sugerindo papel na regulação da sensibilidade ao FSH. Outros autores também demonstraram que o nível basal de AMH está correlacionado com a dose total de gonadotrofinas utilizadas, nível de estradiol, o número de folículos maduros no dia do hCG, o número de oócitos recuperados e taxa de gravidez em mulheres submetidas à FIV. Foi sugerido também que o nível sérico do AMH poderia prever a resposta ovariana inadequada (poor responder) e a síndrome de hiperestimulação ovariana. Além disso, diferentemente do FSH, apesar de durante o ciclo menstrual o AMH apresentar leves flutuações sanguíneas, isso não interfere na interpretação da reserva. Dessa forma, o AMH tem sido considerado atualmente como um promissor biomarcador do status ovariano, além de predizer resultados da FIV; no entanto, variações genéticas nos genes AMH e AMHR2 podem influenciar a função hormonal. Da mesma forma, o FSH também é considerado um biomarcador da reserva ovariana e tem sido sugerido que polimorfismos no gene do seu receptor - FSHR podem ser marcadores preditivos da resposta ovariana em mulheres submetidas a tratamentos para reprodução assistida, mas ainda com resultados conflitantes. Uma vez que o mesmo polimorfismo pode ter diferentes padrões de associação em diferentes populações, é de grande interesse caracterizar a real relação entre os polimorfismos dos genes FSHR, AMH e AMHR2, os níveis séricos de FSH, AMH e estradiol, resultados da estimulação ovariana e resultados de reprodução assistida em mulheres Brasileiras submetidas a tratamentos por reprodução assistida. (AU)

Publicações científicas (4)
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PELUSO, CARLA; FONSECA, FERNANDO L. A.; GASTALDO, GUILHERME G.; CHRISTOFOLINI, DENISE M.; CORDTS, EMERSON BARCHI; BARBOSA, CAIO P.; BIANCO, BIANCA. AMH and AMHR2 Polymorphisms and AMH Serum Level Can Predict Assisted Reproduction Outcomes: A Cross-Sectional Study. CELLULAR PHYSIOLOGY AND BIOCHEMISTRY, v. 35, n. 4, p. 1401-1412, 2015. Citações Web of Science: 16.
PELUSO, C.; FONSECA, F. L. A.; RODART, I. F.; CAVALCANTI, V.; GASTALDO, G.; CHRISTOFOLINI, D. M.; BARBOSA, C. P.; BIANCO, B. AMH: An ovarian reserve biomarker in assisted reproduction. Clinica Chimica Acta, v. 437, p. 175-182, NOV 1 2014. Citações Web of Science: 36.
TREVISAN, CAMILA MARTINS; PELUSO, CARLA; CORDTS, EMERSON BARCHI; DE OLIVEIRA, RENATO; CHRISTOFOLINI, DENISE MARIA; BARBOSA, CAIO PARENTE; BIANCO, BIANCA. AIa307Thr and Asn680Ser Polymorphisms of FSHR Gene in Human Reproduction Outcomes. CELLULAR PHYSIOLOGY AND BIOCHEMISTRY, v. 34, n. 5, p. 1527-1535, 2014. Citações Web of Science: 11.
GHIRELLI-FILHO, MILTON; PELUSO, CARLA; CHRISTOFOLINI, DENISE M.; GAVA, MARCELLO M.; GLINA, SIDNEY; BARBOSA, CAIO P.; BIANCO, BIANCA. Variants in Follicle-Stimulating Hormone Receptor Gene in Infertile Brazilian Men and the Correlation to FSH Serum Levels and Sperm Count. REPRODUCTIVE SCIENCES, v. 19, n. 7, p. 733-739, JUL 2012. Citações Web of Science: 8.

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