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A formação de indústrias culturais latino-americanas: cenários da reinvenção continental

Processo: 11/12890-5
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 30 de setembro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Rodrigo Ramos Hospodar Felippe Valverde
Beneficiário:Rodrigo Ramos Hospodar Felippe Valverde
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Pesq. associados:Fábio Márcio Alkmin ; Janaína de Moraes Kaecke ; Jorge Luis Jesus Oliveira
Assunto(s):Indústria cultural  América Latina 

Resumo

O objetivo desse projeto é discutir a formação e o desenvolvimento de cenários (GOMES, 2008) para indústrias culturais na América Latina atual. As indústrias culturais serão avaliadas aqui além dos limites pelos quais estas foram definidas por Theodore Adorno, que considerava que a comercialização e consumo da arte primavam pela sua introdução aos circuitos e objetivos do capital, diminuindo o seu impacto crítico, popular e transformador. Dentro da argumentação de Adorno, a indústria cultural seria apenas um reforço do domínio econômico e político através de projeto estético: o maior exemplo seria encontrado nos produtos culturais norte-americanos (sobretudo o cinema) e sua influência em todo o mundo. Nesse projeto, acreditamos que as indústrias culturais têm se multiplicado, diversificado e incluído novos atores. Parte-se do pressuposto que as transformações sociais e econômicas da globalização promoveram alterações significativas no modo como a América Latina é representada e produzida culturalmente. Nota-se que a defesa de uma matriz cultural nacionalista que vigorou nos países latino-americanos como estratégia ideológica se encontra relativamente enfraquecida, abrindo brechas para novas representações, oriundas de diferentes grupos sociais, com diferentes objetivos e recursos. Percebe-se ainda que os avanços tecnológicos e a transformação das relações de poder têm como conseqüência um novo poder de ação. Acreditamos que o espaço tem importância na criação dessas novas indústrias culturais. Os diferentes agentes que produzem indústrias culturais na América Latina através da música, do cinema, do artesanato, dos museus, do patrimônio, das etnias, da culinária, das políticas culturais etc., tem sempre a preocupação de referenciá-las através de recortes escalares, de valorização da vida social local, de circuitos econômicos particulares. A criação de cidades patrimonializadas (Cuzco, São Miguel das Missões), o apoio ao comércio do artesanato, os selos culturais do MERCOSUL, a difusão da musicalidade caribenha e das telenovelas e as autonomias territoriais indígenas são exemplos da riqueza em expressões e agentes das indústrias culturais. (AU)