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Estrutura de populações e inoculações recíprocas de Xylella fastidiosa subsp. pauca com ocorrência em cultivos vizinhos de Citrus sinensis e Coffea arabica sob condições do estado de São Paulo

Processo: 11/13803-9
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de novembro de 2011 - 31 de outubro de 2013
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Helvecio Della Coletta Filho
Beneficiário:Helvecio Della Coletta Filho
Instituição-sede: Instituto Agronômico (IAC). Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA). Secretaria de Agricultura e Abastecimento (São Paulo - Estado). Campinas , SP, Brasil
Pesq. associados:Alessandra Alves de Souza ; Joao Roberto Spotti Lopes
Assunto(s):Ecologia molecular  Xylella fastidiosa  Diversidade genética  Inoculação  Citricultura  Cafeicultura 

Resumo

A pouco mais de uma década a bactéria X. fastidiosa passou de um organismo pouco conhecido a uns dos mais conhecidos, ao menos em termos de genômica. Muito tem-se avançado no conhecimento molecular desta bactéria. Por outro lado o acúmulo de conhecimento sobre a ecologia desta bactéria multihospedeira cuja disseminação se da por um vetor polífago tem sido limitado. No Brasil esta bactéria afeta culturas de importância econômica como citros onde causa a clorose variegada dos citros (CVC) e café (causando a atrofia do ramo do cafeeiro ou escaldadura da folha - EFC), alem de ameixeiras. A citricultura ocupa expressiva área em São Paulo (H 600.000 ha) com uma taxa de ocorrência de CVC ao redor de 35% dos talhões. Por outro lado, embora a cafeicultura ocupe uma área menor (H 200.000 ha), esta atividade ainda permanece importante em inúmeras unidades de produção agrícola (UPA) nas regiões Central, Leste e Oeste do Estado, compartilhando áreas com a cultura de laranja dentro das UPAs. Como ambas as culturas são afetadas subsp. pauca de X. fastidiosa, ainda é incerta as informações se o isolado que causa a CVC pode colonizar café e causar doença. O inverso também é válido. A principal razão para estas incertezas, segundo apontado pelos trabalhos já publicados, foi o baixo número de isolados utilizados nos ensaios, assim como as discrepâncias na concentração dos inóculos utilizados naqueles trabalhos. A ocorrência de inoculações recíprocas, sob condições naturais, entre plantas de laranja doce e de café cultivadas proximamente é a hipótese Ho que será testada neste projeto. A hipótese alternativa, H1, é que inoculações recíprocas destes isolados nos hospedeiros teste terão sucesso, em condições controladas, somente quando soluções com altas concentração bacteriana (>109 UFC/mL) forem usadas nos experimentos. Coleções de isolados de X. fastidiosa com ocorrência em cultivos próximos de citros e café nas regiões Central, Leste e Oeste do Estado serão estabelecidas em meio axênico. Após analisadas por meio de marcadores moleculares para determinação de clusters genéticos, estirpes representantes destes clusters serão usadas em ensaios de inoculações artificiais, em condições de casa-de-vegetação. (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
FRANCISCO, CAROLINA S.; CERESINI, PAULO C.; ALMEIDA, RODRIGO P. P.; COLETTA-FILHO, HELVECIO D. Spatial Genetic Structure of Coffee-Associated Xylella fastidiosa Populations Indicates that Cross Infection Does Not Occur with Sympatric Citrus Orchards. PHYTOPATHOLOGY, v. 107, n. 4, p. 395-402, APR 2017. Citações Web of Science: 7.
COLETTA-FILHO, HELVECIO D.; FRANCISCO, CAROLINA S.; LOPES, JOAO R. S.; MULLER, CHRISTIAN; ALMEIDA, RODRIGO P. P. Homologous Recombination and Xylella fastidiosa Host-Pathogen Associations in South America. PHYTOPATHOLOGY, v. 107, n. 3, p. 305-312, MAR 2017. Citações Web of Science: 17.
COLETTA-FILHO, HELVECIO D.; FRANCISCO, CAROLINA S.; ALMEIDA, RODRIGO P. P. Temporal and Spatial Scaling of the Genetic Structure of a Vector-Borne Plant Pathogen. PHYTOPATHOLOGY, v. 104, n. 2, p. 120-125, FEB 2014. Citações Web of Science: 9.

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