Busca avançada
Ano de início
Entree

O movimento hip hop: a anti-cordialidade da república dos manos e a estética da violência

Processo: 11/51273-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Livros no Brasil
Vigência: 01 de outubro de 2011 - 30 de setembro de 2012
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Antropologia Urbana
Pesquisador responsável:Rafael Lopes de Sousa
Beneficiário:Rafael Lopes de Sousa
Instituição-sede: Universidade de Santo Amaro (UNISA). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Movimentos sociais urbanos  Movimento juvenil  Periferia  Hip hop 

Resumo

O presente estudo tem por finalidade analisar os aspectos constitutivos da cultura hip hop. Esta mobiliza um considerável contingente de jovens negros e mestiços que vivem segregados nos principais centros urbanos do Brasil. Interessa-nos, portanto, compreender como esses jovens associados a essa cultura problematizam e elaboram respostas para as contradições sociais da nação atualmente. A longa trajetória de luta e resistência empreendida pelos agentes da cultura negro-mestiça foi, no contexto do hip hop, redimensionada num persistente trabalho de resgate da memória e da história de seus antepassados. Nessa nova etapa de suas vidas, a música (rap), o break (dança) e o grafite (arte gráfica), são os instrumentos mais frequentemente utilizados pelos jovens periféricos em suas intervenções culturais. Das ideias mais constantemente trabalhadas pela cultura hip hop, o trauma do preconceito e da discriminação serve de orientação para a leitura crítica que os rappers vêm fazendo da sociedade em suas crônicas musicais. É, pois, com esse renovado interesse pela história e memória de seus antepassados que os jovens da cultura hip hop têm cobrado uma maior participação cívica para os seus semelhantes na sociedade. Ensejam, com essa militância, novos modelos e patamares de cidadania na contemporaneidade. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio:
Livro traça a genealogia do movimento hip hop