| Processo: | 11/11581-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2013 |
| Área do conhecimento: | Ciências Exatas e da Terra - Geociências |
| Pesquisador responsável: | Marlos Rockenbach da Silva |
| Beneficiário: | Marlos Rockenbach da Silva |
| Instituição Sede: | Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento (IP&D). Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP). São José dos Campos , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José dos Campos |
| Assunto(s): | Geofísica espacial Raios cósmicos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ciclo solar | Ejeções de Massa Coronais | Heliosfera | Lâmina de Corrente Haliosférica | raios cosmicos | Regiões de interação corotantes | Geofísica Espacial |
Resumo
O principal objetivo deste projeto é estudar o comportamento dos raios cósmicos, definindo assim as características da Heliosfera durante os períodos de mínima e máxima atividade solar. A fase de mínima atividade solar é caracterizada por um baixo, ou inexistente número de manchas na superfície solar. O número de estruturas solares que podem causar tempestades geomagnéticas é drasticamente reduzido nessa fase, em comparação com o período de máxima atividade solar. Em contrapartida, o fluxo de raios cósmicos que entram na Heliosfera e atingem a Terra é aumentado, no mínimo solar, devido à diminuição da blindagem que as estruturas solares provocam nesse tipo de partícula, propiciando assim, a observação dos fenômenos causados por eventos solares recorrentes. Esses eventos recorrentes são causados principalmente por feixes rápidos do vento solar, originados nas regiões polares do Sol, nos chamados buracos coronais. Essas estruturas podem, eventualmente, se deslocar para regiões de baixa latitude, interagindo com feixes de vento solar lentos, gerando as chamadas Regiões de Interação Corrotantes ("Interaction Corotating Region" - CIR). As CIRs são frequentemente acompanhadas pela passagem da Terra pela Lâmina de Corrente Heliosférica ("Heliospheric Current Sheath" - HCS), passando de uma região com campo magnético com polaridade A (Away, saindo do Sol), para uma região com polaridade T (Toward, entrando no Sol). Esse cruzamento ocorre em um período de tempo menor que um dia, possibilitando o estudo do comportamento das partículas de raios cósmicos frente a essas duas regiões com polaridades opostas. O último mínimo solar é de especial importância, uma vez que trata-se de um mínimo de longa duração, sendo o primeiro em que a Rede Global de Detectores de Muons ("Global Muon Detector Network" - GMDN) está em plena operação. A rede é composta pelos detectores instalados em Nagoya - Japão, Hobart - Austrália, São Martinho da Serra - Brasil e Kuwait City - Kuwait. É possível, com os dados dessa rede, juntamente com os dados dos satélites localizados no ponto lagrangeano L1, tal como SOHO e/ou ACE, estudar o comportamento das partículas de raios cósmicos e dessa forma, fazer uma caracterização da Heliosfera durante a fase de mínima atividade solar e comparar com o comportamento dos raios cósmicos durante o máximo solar que se aproxima. Essa caracterização comparativa dará uma visão geral do que ocorre com os raios cósmicos de energia média de ~50 GeV nessas duas fases, possibilitando um melhor entendimento do transporte de partículas durante todo o ciclo de atividade solar. (AU)
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