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Sincronização na fala e no canto: diferentes organizações temporais da canção brasileira e da fala

Processo: 11/14435-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de dezembro de 2011 - 30 de novembro de 2013
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Beatriz Raposo de Medeiros
Beneficiário:Beatriz Raposo de Medeiros
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Fonética  Canto  Fala  Cognição 

Resumo

A proposta desta pesquisa é observar a maior ou menor sincronização entre dois falantes/dois cantores ao desempenharem a tarefa de produzirem fala/canto simultaneamente afim de se apontar as diferenças em termos de organização temporal de fala e canto. A capacidade de sincronização de eventos independentes, mas que podem vir a se integrar, repousa sobre a habilidade do entrainment. O conceito de entrainment nomeia o processo em que dois sistemas interagem de modo a ajustarem os eventos temporais, ou sua periodicidade.Ora, tanto a fala, como o canto são eventos produzidos ao longo do tempo, daí, possuírem uma estrutura temporal. Esta estrutura temporal pode oferecer uma métrica mais regular ou menos regular. Declamações em voz alta de orações ou poemas infantis, por exemplo,parecem soar mais ritmadas, ou seja, possuem uma organização temporal que revela facilmente sua métrica. Já, sobre a fala espontânea, não temos a mesma intuição. Assim,foram eleitos três tipos de fala (o texto em prosa, o texto da canção e a parlenda) e dois tipos de canto (não sincopado e o sincopado), a fim de se observar se realmente a estrutura de cada um diferencia em termos de organização temporal. Pressupõe-se que a sincronização será mais facilmente atingida, quanto mais previsível for a estrutura métrica de um texto, por exemplo, como é o caso da parlenda. Parte-se do princípio de que o canto é um tipo de fala(fala cantada) e que entre a fala (menos métrica) até o canto (mais métrico), se assim podemos dizer, não há uma ruptura em termos de organização temporal, mas antes uma gradação. Isto trará à luz a discussão sobre uma estrutura temporal comum a canto e fala, mostrando que ambos podem partilhar capacidades cognitivas comuns. (AU)

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